Nova disputa comercial reacende riscos para a economia
As exportações da China cresceram 8,3% em setembro, superando previsões, mas ameaças comerciais com os EUA reacendem riscos econômicos.
Em setembro, as exportações da China cresceram 8,3%, superando a previsão de 6% e alcançando o crescimento mais rápido desde março. No entanto, novas ameaças comerciais entre Pequim e Washington reacenderam preocupações sobre a economia, que depende fortemente da venda de produtos manufaturados no exterior.
Tensão comercial e riscos econômicos
A disputa comercial entre os EUA e a China voltou a esquentar, especialmente após a ameaça do presidente Donald Trump de reimpor tarifas de três dígitos. Essa situação poderá impactar negativamente o mercado de trabalho e provocar deflação, mesmo que a economia tenha mostrado resiliência até agora. As exportações para os EUA caíram 27% em relação ao ano anterior, enquanto as remessas para outros mercados, como a União Europeia e o Sudeste Asiático, cresceram consideravelmente.
Diversificação de mercados
As empresas chinesas estão se adaptando à nova realidade, buscando novos mercados e aproveitando a vantagem de custo de seus produtos. O economista Xu Tianchen observou que os EUA agora representam menos de 10% das exportações diretas da China. Essa diversificação é crucial para a sustentabilidade do setor exportador em meio a tensões comerciais.
Importações e superávit comercial
As importações também tiveram um bom desempenho, crescendo 7,4% em setembro, o maior aumento desde abril de 2024. Contudo, o superávit comercial da China caiu para US$90,45 bilhões, abaixo das expectativas do mercado. Com a situação econômica e as tensões comerciais, especialistas acreditam que será necessário um esforço conjunto para evitar uma escalada maior das disputas.
O cenário global continua desafiador, mas as estratégias de diversificação da China podem ajudar a mitigar os riscos associados às tarifas e a desaceleração econômica.