Desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael completa 17 dias com buscas intensas em área de difícil acesso
Crianças desaparecidas em Bacabal ignoraram alerta do tio antes de entrarem na mata. Buscas por irmãos Ágatha e Allan completam 17 dias.
No Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão, três crianças desapareceram após ignorarem um alerta do tio e entrarem na mata fechada com o objetivo de buscar frutas. A principal linha de investigação aponta que o grupo entrou na floresta em busca de um pé de maracujá, conforme relato do primo de 8 anos, Anderson Kauan.
Circunstâncias do desaparecimento
No dia 4 de janeiro, as crianças — Ágatha Isabelly, de 6 anos, Allan Michael, de 4, e o primo Anderson — decidiram seguir por uma rota alternativa na mata, ignorando orientações para retornarem para casa. O terreno de difícil acesso e a mata fechada impediram que eles encontrassem o caminho de volta, culminando no desaparecimento.
Abrigo e sobrevivência inicial
Durante as primeiras 48 horas, as crianças permaneceram unidas em uma cabana abandonada localizada na mata, conforme depoimentos colhidos pelo delegado Ederson Martins. Esse abrigo temporário foi fundamental para que resistissem nos dias iniciais do desaparecimento.
Separação e resgate do primo
No terceiro dia, o grupo se separou devido ao cansaço dos irmãos mais novos. Anderson Kauan partiu sozinho em busca de ajuda e foi resgatado no dia 7 de janeiro por um trabalhador local, a cerca de 4 quilômetros do ponto inicial. Ele apresentava sinais severos de exaustão e estava sem roupas no momento do resgate.
Continuidade das buscas e desafios
Apesar do resgate de Anderson, as buscas por Ágatha e Allan seguem intensas em áreas de difícil acesso. O estado psicológico do menino resgatado, que sofre de lapsos de memória frequentes, dificulta a reconstrução dos eventos e a localização precisa dos irmãos desaparecidos. As autoridades mantêm as operações na região, contando com o apoio de equipes especializadas para ampliar o alcance das buscas.
Contexto local e impacto
O desaparecimento das crianças mobilizou a comunidade local e as autoridades do Maranhão, evidenciando os desafios enfrentados em áreas remotas e a importância de alertas e orientações para a segurança de menores em regiões de mata fechada. O caso também chama atenção para a vulnerabilidade de crianças em ambientes naturais sem supervisão adequada.
A investigação segue aberta, com atualizações periódicas esperadas conforme o avanço das diligências e informações obtidas no decorrer das buscas.
Fonte: baccinoticias.com.br
Fonte: Arquivo Pessoal)
