Desatenção, exposição prolongada ao sol e falta de hidratação estão entre as principais causas do problema, que pode evoluir para quadros graves
Segundo a pediatra Greter Fernandez, a situação é recorrente durante a temporada de verão. “É muito comum os pais chegarem à praia, deixarem as crianças soltas, aproveitando o momento, e acabarem esquecendo dos cuidados básicos, como roupas adequadas, proteção solar e horários seguros de exposição”, alerta.
Desatenção e exposição prolongada ao sol
De acordo com a especialista, muitas crianças passam horas expostas ao sol forte, especialmente entre 10h e 16h, período de maior radiação solar. “Meninas, por exemplo, costumam ficar apenas de biquíni, quando o ideal seria o uso de roupas com proteção UV, de mangas compridas, além de chapéus ou bonés”, orienta Greter Fernandez.
Mesmo permanecer sob o guarda-sol não elimina os riscos. “Muitos pais acreditam que a criança está protegida por estar na sombra, mas os raios solares atingem de forma indireta e continuam oferecendo perigo”, explica a pediatra.
No caso dos bebês, o cuidado deve ser ainda maior. Crianças pequenas não podem usar protetor solar, sendo indispensável o uso de meios físicos de proteção, como roupas adequadas, sombra constante e a restrição rigorosa da exposição solar aos horários mais seguros — antes das 10h e após as 16h.
Falta de hidratação aumenta o risco
Outro fator que contribui para a insolação é a hidratação inadequada. “A criança passa o dia todo brincando e acaba não bebendo água suficiente. Muitas vezes, não ingere nem água nem outros líquidos, o que favorece a desidratação”, destaca Greter Fernandez. A recomendação é oferecer água com frequência, mesmo que a criança não peça.
Sintomas podem surgir horas depois
Os sintomas da insolação nem sempre aparecem imediatamente. Em muitos casos, surgem horas depois da exposição ao sol, podendo se manifestar no final do dia ou até 24 horas depois. Entre os sinais estão dor de cabeça, febre — que não está relacionada a infecção, mas ao excesso de calor —, mal-estar, tontura, desmaios, vômitos, dor abdominal, diarreia e prostração.
“A febre ocorre porque o organismo da criança não consegue regular a própria temperatura, levando à hipertermia”, explica a pediatra.
Tratamento exige atenção imediata
Diante dos primeiros sinais, o atendimento deve ser rápido. “O mais importante é a hidratação imediata e manter a criança em um ambiente fresco. Em quadros mais graves, com desidratação importante ou sintomas intensos, o tratamento precisa ser hospitalar, com hidratação intravenosa”, orienta Greter Fernandez.
A pediatra reforça que a insolação é uma condição grave e pode levar a complicações sérias, inclusive ao óbito, devido à incapacidade do organismo de controlar a temperatura corporal. Por isso, a prevenção continua sendo a principal aliada para garantir um verão seguro para as crianças.

