Crise energética em Cuba: Rússia critica táticas dos EUA

Moscovo alerta sobre a gravidade da situação e oferece apoio à ilha.

Rússia alerta sobre a crise de energia em Cuba, acusando os EUA de ações cruéis contra a ilha.

A crise energética em Cuba se agrava, levando a Rússia a emitir um alerta sobre a gravidade da situação. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, denunciou as “medidas sufocantes” impostas pelos Estados Unidos e indicou que Moscovo está considerando “soluções possíveis” para oferecer assistência à ilha.

Contexto da Crise Energética em Cuba

Cuba enfrenta uma crise de energia sem precedentes, que se agravou com o corte de remessas de petróleo da Venezuela, um de seus principais fornecedores, após ações militares dos EUA que resultaram na prisão do presidente Nicolás Maduro. As sanções impostas pelo governo do ex-presidente Donald Trump tornaram ainda mais difícil o acesso a combustíveis, levando a uma série de cortes de energia e restrições severas à economia cubana. O governo cubano teve que implementar uma redução na jornada de trabalho para empresas estatais e limitar vendas de combustíveis, além de fechar universidades e reduzir horários escolares.

Além disso, a falta de combustível já impactou até mesmo a aviação, com a Air Canada suspendendo voos para Cuba devido à escassez de combustível para aeronaves. A situação se tornou tão crítica que o ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, denunciou a “agressão cruel” dos EUA, que visa “quebrar a vontade política do povo cubano”.

Detalhes Recentes da Situação

Recentemente, o governo russo expressou sua preocupação com a possibilidade de uma crise humanitária em Cuba se a situação de energia não for resolvida. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reiterou a solidariedade de Moscovo com Cuba e Venezuela, afirmando que apenas os cubanos devem determinar seu próprio destino. As difíceis circunstâncias enfrentadas por Cuba foram intensificadas pela contínua campanha dos EUA, que ameaça ainda mais a economia da ilha ao impor tarifas a países que fornecem óleo para Cuba.

Cuba, por sua vez, está aberta a diálogos, mas sob suas próprias condições, como enfatizou o presidente Miguel Diaz-Canel. Ele e outros líderes cubanos têm reiterado que a nação não cederá a pressões externas.

Implicações Futuras

As consequências da crise energética em Cuba são vastas e impactam diretamente a vida cotidiana dos cubanos, que se veem forçados a fazer sacrifícios significativos. O apelo da Rússia por soluções e sua disposição em oferecer apoio são vistos como um fator potencialmente crucial para a sobrevivência econômica da ilha. A resistência de Cuba e o apoio da Rússia exemplificam a complexidade das relações internacionais e as pressões que moldam a política na região.

Em meio a essa crise, outras nações, como o México, também expressaram preocupação com as sanções dos EUA. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, criticou as medidas que afetam a população cubana, prometendo continuar a apoiar Cuba e tomar ações diplomáticas para restaurar os envios de petróleo.

Conclusão

A crise em Cuba não é apenas um problema local, mas reflete tensões geopolíticas mais amplas entre os EUA e a Rússia. A resposta da comunidade internacional à situação cubana, especialmente em relação ao apoio de Moscovo, poderá moldar o futuro econômico e político da ilha. A necessidade urgente de soluções para a crise energética coloca Cuba em uma posição delicada, à mercê de decisões externas que muitas vezes não consideram o bem-estar de seu povo.

Fonte: www.aljazeera.com

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