Destaques corporativos de 15 de janeiro revelam mudanças estratégicas na CSN, GPA e São Martinho para fortalecer finanças e operações
CSN inicia plano para vender ativos e reduzir entre R$ 15 bi e R$ 18 bi em dívidas, fortalecendo a saúde financeira e o foco no crescimento.
Plano da CSN para venda de ativos e redução de dívidas em 2026
A CSN lançou nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, um plano estratégico para vender parte de ativos importantes com o propósito explícito de reduzir seu endividamento entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões ainda neste ano. A decisão, aprovada pelo conselho de administração, visa fortalecer a saúde financeira da companhia, possibilitando um foco ampliado em negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento a médio e longo prazo. Esse movimento de desinvestimento é fundamental para o reposicionamento financeiro da CSN, que projeta alcançar, em até oito anos, o dobro do Ebitda atual e estabelecer uma alavancagem sustentável próxima a uma vez da relação dívida líquida/Ebitda.
Mudanças no conselho e estratégia do GPA reforçam gestão corporativa
No dia 14 de janeiro, o GPA anunciou a eleição interina de Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes e Eleazar de Carvalho Filho para o conselho de administração. Fernandes está associado à holding de Silvio Tini, que recentemente adquiriu 10% do capital do GPA, enquanto Carvalho Filho é próximo do grupo Casino. Essas nomeações fazem parte de uma série de mudanças gerenciais que indicam um reposicionamento estratégico da varejista, visando fortalecer o comando e alinhar interesses com investidores relevantes, o que poderá impactar a governança e as decisões futuras da companhia.
Incorporação da Nova Egito pela São Martinho gera sinergias e eficiência operacional
A São Martinho aprovou em seu conselho a incorporação da subsidiária integral Nova Egito Agrícola Ltda., operação sujeita à aprovação de assembleias marcadas para 6 de fevereiro de 2026. Segundo o diretor financeiro Felipe Vicchiato, a incorporação permitirá o uso mais eficiente dos ativos, gerando sinergias e a redução de custos administrativos e financeiros. Essa medida reforça a busca da empresa por otimização operacional e maior competitividade no setor sucroalcooleiro.
Panorama das prévias operacionais de construtoras e do setor imobiliário
Relatórios recentes indicam que Plano&Plano e Cury tiveram queda no volume de lançamentos no quarto trimestre de 2025, apesar de crescimento anual acumulado. A Melnick também divulgou aumento nas vendas brutas e líquidas no último trimestre do ano, consolidando um posicionamento positivo para o setor imobiliário mesmo diante de desafios conjunturais. Esses resultados refletem uma dinâmica relevante de mercado e ajustes estratégicos para sustentar o crescimento a médio prazo.
Contexto regulatório: Liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora
Em 15 de janeiro de 2026, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, antiga Reag Investimentos, devido a graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. A medida resultou na indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores, ressaltando a atuação rigorosa das autoridades em manter a integridade do sistema financeiro.
Esses movimentos corporativos destacados no início de 2026 demonstram um cenário de ajustes e reestruturações importantes em grandes companhias brasileiras, com implicações significativas para a economia e o mercado financeiro nacional. O plano da CSN para vender ativos e reduzir dívidas é uma peça central nessa conjuntura, evidenciando a busca por maior solidez e eficiência operacional.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: m ilustrativa da CSN em operação no mercado financeiro
