Cuba nega estar em “estado de guerra” após tensões com os EUA

Kevin Dietsch/Getty Images

Miguel Díaz-Canel se manifesta sobre preparativos defensivos do país

O presidente cubano descartou estado de guerra, mas anunciou preparativos diante de ameaças dos EUA.

O cenário geopolítico entre Cuba e Estados Unidos tem se intensificado nos últimos tempos, especialmente com o aumento das tensões políticas e militares na região. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, fez declarações significativas na última quinta-feira, afirmando que Cuba não se encontra em estado de guerra. No entanto, ele enfatizou que o país está se preparando para tal eventualidade, se necessário.

Contexto das Tensions entre Cuba e EUA

As relações entre Cuba e Estados Unidos sempre foram complexas, marcadas por um histórico de sanções econômicas e divergências políticas. A recente escalada das tensões pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo a ação militar dos EUA na Venezuela, que resultou na queda do governo de Nicolás Maduro e aumentou as preocupações em Havana. O Conselho de Defesa Nacional de Cuba se reuniu para discutir estratégias de defesa, o que levou à interpretação de que medidas bélicas poderiam ser adotadas.

Díaz-Canel ressaltou a importância da transparência nas comunicações oficiais, afirmando que o recente comunicado do Conselho foi uma tentativa de manter a população informada sobre a situação de segurança nacional. A menção à ‘guerra de todo o povo’ reflete uma estratégia defensiva que busca envolver a sociedade cubana de maneira ampla na preparação para possíveis conflitos.

Detalhes Recentes sobre a Situação

O presidente cubano identificou várias ameaças que motivaram as preparações atuais, incluindo a política externa agressiva dos EUA, que inclui restrições severas ao fornecimento de petróleo para a ilha. As declarações da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que indicam que Cuba estaria ‘à beira do colapso’, acentuam a percepção de vulnerabilidade do país.

Díaz-Canel também enfatizou que, apesar das tensões, Cuba está aberta ao diálogo com os Estados Unidos, desde que esse ocorra em um plano de igualdade, sem imposições ou condições prévias. Ele destacou que as negociações devem respeitar a soberania e a autodeterminação de Cuba, um aspecto crucial para o governo cubano.

Consequências e Futuros Desdobramentos

À medida que as relações entre Cuba e Estados Unidos se desenrolam, o impacto nas políticas internas e externas de ambos os países será significativo. Para Cuba, a preparação para um potencial estado de guerra pode resultar em um reforço da coesão nacional e da mobilização popular em torno da defesa da soberania. Por outro lado, a persistência das tensões pode exacerbar as condições econômicas já difíceis na ilha e limitar ainda mais as opções diplomáticas disponíveis.

Enquanto isso, a administração de Donald Trump parece disposta a manter uma postura de controle rigoroso sobre Cuba, o que pode incluir novas sanções e políticas mais agressivas. A possibilidade de um diálogo diplomático, no entanto, permanece como uma luz na escuridão, uma oportunidade para uma resolução pacífica que poderia beneficiar ambos os lados.

Conclusão

As declarações de Díaz-Canel são um reflexo das complexidades da situação em Cuba e do papel que os Estados Unidos desempenham neste cenário. A preparação para um possível estado de guerra não apenas mostra a determinação de Cuba em se defender, mas também destaca a fragilidade das relações bilaterais que têm profundo impacto na segurança e na prosperidade de toda a região.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Kevin Dietsch/Getty Images

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