Cuba nega negociações com os Estados Unidos em meio a ameaças de Trump

AFP

Presidente Miguel Diaz-Canel reafirma soberania cubana diante das pressões norte-americanas

Miguel Diaz-Canel afirma que não há negociações em andamento com os EUA, em resposta a ameaças de Trump.

Cuba nega negociações com os Estados Unidos

Na última segunda-feira, o presidente cubano Miguel Diaz-Canel anunciou que não há negociações em andamento entre Cuba e os Estados Unidos. Esta declaração surge em meio a um aumento das ameaças do presidente norte-americano Donald Trump, que intensificou sua retórica contra a ilha caribenha após um ataque a Venezuela que resultou na morte de centenas de pessoas, incluindo membros das forças de segurança cubanas.

Diaz-Canel, em um post nas redes sociais, destacou que a coordenação rotineira sobre imigração entre os dois países continua, mas não há discussões maiores. “Sempre estivemos dispostos a manter um diálogo sério e responsável com as diversas administrações dos EUA, incluindo a atual, com base na igualdade soberana e no respeito mútuo”, afirmou o presidente.

Relações baseadas no respeito

O presidente cubano argumentou que as relações entre EUA e Cuba devem ser fundamentadas em leis internacionais e não em hostilidade ou coerção econômica. Em resposta às ameaças de Trump, que sugeriu que o fornecimento de petróleo da Venezuela para Cuba seria cortado, Diaz-Canel reafirmou a posição de Cuba como um país livre e soberano, disposto a defender sua integridade a qualquer custo.

Trump, por sua vez, afirmou que os EUA estão “falando com Cuba”, sem fornecer detalhes adicionais. Suas declarações sugerem que um aumento na pressão sobre Cuba pode estar a caminho, especialmente após a recente crise na Venezuela.

Impacto econômico do petróleo

O petróleo venezuelano é uma linha de vida econômica crucial para Cuba, que já enfrentou pesadas sanções dos EUA. Estima-se que Cuba recebia cerca de 35.000 barris de petróleo por dia da Venezuela antes do ataque, segundo Jorge Pinon, do Energy Institute da Universidade do Texas em Austin. O aumento das tensões também destaca a importância do petróleo mexicano para Cuba, embora o presidente mexicano Claudia Sheinbaum tenha afirmado que as vendas para a ilha não aumentaram apesar da crise.

Durante conversas com Trump, Sheinbaum enfatizou a soberania do México em relação às questões de segurança e comércio, destacando o valor da colaboração entre os dois países dentro de um quadro de respeito mútuo. “Uma colaboração respeitosa sempre traz resultados positivos”, destacou.

Conclusão

As declarações de Diaz-Canel e as ameaças de Trump refletem um momento de crescente tensão nas relações entre Cuba e os EUA. O futuro das negociações e da cooperação entre os dois países permanece incerto, especialmente em um cenário onde o petróleo e a segurança são questões centrais. O presidente cubano continua a defender a soberania de sua nação, ressaltando a necessidade de um diálogo que respeite a dignidade e a independência de Cuba.

Fonte: www.aljazeera.com

Fonte: AFP

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