Curitiba ultrapassa 1,8 milhão de habitantes e novo plano metropolitano reforça desafio de planejar onde e como morar

Divulgação.

Com 57 mil novos moradores em três anos e um plano que vai orientar o desenvolvimento da Região Metropolitana na próxima década, capital amplia a discussão sobre novos espaços de moradia; no Sul da cidade, área planejada mostra como terrenos podem dar origem a novos eixos urbanos

 

Curitiba alcançou 1.830.795 habitantes, segundo a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2025. O número representa um acréscimo de 57.077 pessoas em relação aos 1.773.718 moradores registrados no Censo de 2022. Em paralelo ao crescimento populacional, o novo Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de Curitiba (PDUI-RMC), apresentado pelo Governo do Paraná em março deste ano, estabelece diretrizes para orientar o desenvolvimento dos 29 municípios da região na próxima década, com ações integradas em áreas como habitação, mobilidade, infraestrutura, meio ambiente e uso do solo.

A discussão sobre como acomodar esse crescimento passa não apenas pela construção de moradias, mas também pela estruturação dos territórios onde elas serão implantadas. Antes de uma casa ser construída, existe um processo que envolve planejamento urbano, abertura e organização de vias, implantação de infraestrutura e definição dos espaços que, gradualmente, passam a abrigar moradores, atividades econômicas e novas relações de vizinhança.

Na região Sul de Curitiba, um exemplo desse processo está no Neoville, área urbana planejada com mais de 1 milhão de metros quadrados, desenvolvida pela Canet Júnior desde 2005. O espaço, que originalmente pertencia à família Canet, passou por um processo de transformação para receber ruas, infraestrutura, áreas verdes, empreendimentos residenciais, comércio, serviços e equipamentos que hoje compõem uma região integrada à dinâmica da cidade.

Desde o início do desenvolvimento do Neoville, a Canet Júnior atua tanto na implantação de empreendimentos imobiliários quanto na estruturação gradual do território, com infraestrutura, áreas verdes e diferentes formatos de ocupação, como condomínios horizontais e verticais, terrenos de frente para a rua, empresas e equipamentos urbanos. O Neoville continua recebendo novos projetos e ampliando sua integração com a cidade.

Lançado em junho de 2026, o Málaga 4 integra essa lógica de ocupação progressiva do Neoville. Quarta edição da linha de terrenos residenciais desenvolvida pela Canet Júnior, o projeto reúne 13 terrenos com áreas de 450 m² e 600 m². Voltados para a rua e prontos para construir, os lotes permitem que cada família desenvolva seu próprio projeto de moradia. As três edições anteriores tiveram todos os terrenos comercializados.

Para Jaqueline Milstein, diretora-presidente da Canet Júnior, a experiência acumulada no desenvolvimento do Neoville ajuda a explicar a importância de pensar a ocupação urbana como um processo contínuo.

“Uma cidade cresce não apenas quando novas áreas são ocupadas, mas também quando territórios pouco integrados passam a fazer parte de sua dinâmica ou quando áreas que perderam vitalidade encontram novos usos. Em todos esses movimentos, a transformação precisa ser planejada, criando infraestrutura, mobilidade, áreas verdes e uma combinação de usos capaz de gerar vida urbana e conectar aquele território ao restante da cidade. Quando isso acontece, uma área deixa de ser apenas uma porção disponível e, ao longo do tempo, transforma-se em um endereço”, afirma a gestora.

A diferença está justamente nesse processo. Ao contrário de um empreendimento entregue com todas as unidades prontas, terrenos de frente para a rua são ocupados gradualmente: primeiro vem a infraestrutura, depois os projetos e as obras e, com o tempo, a transformação da paisagem. É uma dinâmica que permite que a ocupação aconteça de forma progressiva, acompanhando a consolidação do território.

No caso do Neoville, essa transformação vem sendo conduzida ao longo de anos pela Canet Júnior, que mantém diferentes frentes de desenvolvimento na região. O resultado é uma área em que projetos residenciais, comerciais e de serviços passam a se conectar à infraestrutura urbana já implantada. O próprio histórico do Neoville mostra como uma antiga fazenda da família Canet foi gradualmente transformada em uma região planejada da cidade.

“Planejar um bairro não significa determinar como as pessoas devem morar, mas criar condições para que diferentes formas de viver possam coexistir em um território bem estruturado. Quando infraestrutura, mobilidade, áreas verdes e diferentes usos são pensados de forma integrada, é possível oferecer liberdade para que cada família faça suas escolhas sem perder a coerência do conjunto. A região é planejada, mas ganha identidade à medida que as pessoas se apropriam desses espaços e passam a construir ali sua própria história”, complementa Jaqueline.

Uma nova história na mesma paisagem

Moradora de uma casa construída em um terreno do Málaga 2, no Neoville, Rosiane Sabião já conhecia de perto a região antes de se mudar para o local. A escolha pela área planejada foi motivada pela infraestrutura e pela praticidade no dia a dia: além de ser proprietária de uma empresa instalada no próprio Neoville, ela também tem a filha matriculada em uma escola da localidade. A mudança aproximou ainda mais a família dos espaços e serviços que já faziam parte de suas vidas.

Com o tempo, essa relação abriu espaço para uma nova decisão: diversificar seus investimentos por meio da aquisição de outro terreno, desta vez no Málaga 4.

“Eu já conhecia a região e sempre gostei muito da infraestrutura e da praticidade que o Neoville oferece. Para a nossa família, fez muito sentido morar perto da empresa, da escola da minha filha e de tudo o que a região proporciona. Agora, com o Málaga 4, enxerguei uma oportunidade diferente de investir no mercado imobiliário em um lugar que já conheço e no qual confio. É uma área segura, conectada com a cidade e que tem potencial de valorização. Para mim, é uma nova forma de diversificar os investimentos e, ao mesmo tempo, apostar em um lugar que já faz parte da nossa história”, conta Rosiane.

 

Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.

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