Com duas sessões lotadas na Cinemateca de Curitiba, estreou nesta terça-feira (3/3) à noite o curta-metragem “Dinheiro Na Mão É Vendaval”, primeiro trabalho cinematográfico do diretor Vitor Richter. A sala ficou completamente lotada nas duas exibições, com 135 espectadores em cada uma delas.
Aos 30 anos, o curitibano Vitor Richter já tem grande experiência com vídeos publicitários e há três anos fundou sua própria produtora para empreender neste mercado. Como ele contou na apresentação do filme, antes das sessões, a ideia é transformar o curta numa minissérie. Com este objetivo, em maio a equipe de produção participará do evento Rio2C, um encontro de criatividade que será realizado no Rio de Janeiro e conta com feiras de projetos culturais.
Quebrada curitibana
Baseado na marginalidade urbana, “Dinheiro na Mão é Vendaval” é um filme de ficção dramática com estética realista, com roteiro e produção realizados por Richter em parceria com Almir Malheiros.

As filmagens foram feitas principalmente nos bairros do Juvevê, Centro e São Francisco, incluindo pontos tradicionais como o Bar do Dionísio e as ruas de pedra do Largo da Ordem. É neste meio urbano que o filme constrói um universo de poder, dinheiro e afeto, explorando atitudes perversas para finalidades boas, a decadência e também uma redenção que nunca chega.
O protagonista é Fino, vivido pelo ator Juan Augusto, um cobrador de agiota que domina as ruas com postura imponente e punho firme, enquanto tenta garantir um futuro melhor para a filha, Larissa, personagem de Marina Angela Balena. Quando seu chefe é preso e uma milícia toma o controle da região, ele vê seu poder ruir e é forçado a tomar decisões arriscadas para se manter vivo e relevante.
Em meio a traições, cobranças e alianças perigosas, Fino tenta equilibrar ambição e paternidade num sistema em que ninguém perdoa e tudo tem um preço.