Senado arcou com despesas em evento em São Paulo
O uso de recursos públicos para custear a viagem de Flávio Bolsonaro a um evento de pré-campanha em São Paulo levanta questões sobre a ética no uso da cota parlamentar.
O uso de recursos públicos para custear a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a São Paulo em dezembro de 2025 tem gerado controvérsia e levantado questões éticas sobre a utilização da cota parlamentar. O evento, que ocorreu entre os dias 11 e 12 de dezembro, foi uma atividade de pré-campanha à Presidência da República, onde o senador se reuniu com o mercado financeiro e empresários influentes.
A polêmica das cotas parlamentares
A cota parlamentar permite que deputados e senadores utilizem verbas públicas para despesas relacionadas ao exercício de seus mandatos, incluindo passagens aéreas. Flávio Bolsonaro utilizou essa verba para comprar quatro bilhetes aéreos, custando R$ 13,6 mil, para ele e seu assessor. A utilização desse recurso em um evento claramente vinculado à sua pré-campanha levanta questionamentos sobre a linha tênue entre a atividade política e a campanha eleitoral, especialmente em um ano eleitoral.
Detalhes da viagem e do evento
Durante a sua estadia em São Paulo, Flávio participou de um almoço promovido pelo ex-secretário de Desenvolvimento Social de São Paulo, Felipe Sabará, que busca estreitar laços com o mercado financeiro. O encontro, realizado na sede do Banco UBS, contou com a presença de importantes empresários, como Flavio Rocha (Riachuelo) e Richard Gerdau (Gerdau). Esses encontros são cada vez mais comuns, onde políticos buscam apoio e financiamento para suas campanhas, muitas vezes utilizando verbas que deveriam ser destinadas ao exercício de suas funções legislativas.
As passagens foram originalmente compradas para um retorno em horários específicos, mas foram alteradas, levando a uma nova análise da necessidade dessas mudanças e se elas eram realmente para atender às demandas do trabalho parlamentar ou se foram motivadas pela agenda de campanha.
Consequências e opiniões
A situação gerou reações de diversos setores políticos, com críticas à forma como recursos públicos estão sendo utilizados em prol de campanhas eleitorais. Isso evidencia uma preocupação crescente com a transparência e a ética na política brasileira, refletindo um descontentamento popular com gastos públicos em atividades que podem ser vistas como campanhas antes do tempo. O caso de Flávio Bolsonaro está longe de ser isolado, mas ressalta a necessidade de uma reforma na forma como as cotas parlamentares são reguladas e fiscalizadas, especialmente em tempos de eleições.
A repercussão desse incidente poderá influenciar não apenas a imagem do senador, mas também o debate mais amplo sobre o uso de dinheiro público em campanhas, um tema que se torna cada vez mais relevante à medida que o Brasil se aproxima de novas eleições.
Fonte: www.metropoles.com
