Entenda os gastos e desafios enfrentados por celebridades na folia.
Ser rainha de bateria é um sonho para muitos, mas envolve custos altíssimos. Veja o que está em jogo.
Ser rainha de bateria é considerado o auge do Carnaval brasileiro, um cargo que carrega tanto prestígio quanto custos significativos. É um papel que atrai atenção e aplausos, mas que também exige investimentos consideráveis, como demonstrado pela recente polêmica envolvendo Virginia Fonseca, que assumiu a posição na Grande Rio em 2026.
O que significa ser rainha de bateria?
Historicamente, o posto de rainha de bateria é reservado a figuras carismáticas que simbolizam a alegria e a energia do Carnaval. No entanto, esse título não vem apenas com glamour. O investimento financeiro necessário para concorrer a essa posição pode ser surpreendentemente alto. A realidade é que, em muitas situações, as mulheres que aspiram ao cargo precisam investir um montante considerável em fantasias, produção e marketing pessoal, o que pode levar a custos que ultrapassam R$ 1 milhão.
A presença de celebridades no cargo, como Virginia e Juliana Paes, tem alimentado a ideia de que ser rainha de bateria é sinônimo de ganhos financeiros exorbitantes. Entretanto, a verdade é que as despesas frequentemente superam os lucros. Além disso, a necessidade de manter uma imagem pública forte e participar de eventos ao longo do ano adiciona ainda mais à carga financeira.
A realidade dos gastos
Recentemente, Sabrina Sato, uma das rainhas de bateria mais conhecidas, revelou que gasta facilmente mais de R$ 50 mil em fantasias para cada escola em que se apresenta. Isso sem contar os custos adicionais com maquiagem, cabelo, viagens e equipes de apoio, que podem levar o total a cifras exorbitantes ao longo de diferentes temporadas de Carnaval.
Em um exemplo de gastos, Bianca Monteiro, musa da Portela, desembolsou aproximadamente R$ 100 mil para se destacar na Avenida em 2024. Na Mangueira, os custos para uma ala podem variar, mas o investimento gira em torno de R$ 50 mil, enquanto no Salgueiro, a quantia pode alcançar R$ 80 mil. Essa realidade mostra como a disputa pela coroa é intensa e como as escolas de samba elevam os preços para quem deseja ocupar esses postos de destaque.
Além do dinheiro, fatores como prestígio e um bom relacionamento com a comunidade também são cruciais para garantir a aprovação do presidente da escola de samba. O cargo exige que a rainha não apenas desfile, mas represente a escola em eventos promocionais e ensaios técnicos, o que demanda um comprometimento financeiro e pessoal significativo.
O futuro das rainhas de bateria
À medida que o Carnaval evolui, a posição de rainha de bateria pode ganhar ainda mais complexidade. Com o crescente número de celebridades competindo por essas posições, a pressão para se destacar e justificar o investimento pode se intensificar. A dinâmica entre glamour e custo vai continuar a ser um tema importante nas discussões sobre a folia, refletindo as mudanças sociais e econômicas do Brasil.
Conclusão
Ser rainha de bateria, portanto, vai muito além do título. É uma combinação de glamour, gastos altos e um compromisso contínuo com a comunidade e a cultura do Carnaval. Enquanto a disputa pelo cargo mantém seu apelo, a realidade financeira das aspirantes continua a ser uma parte fundamental dessa história vibrante e complexa.
Fonte: www.purepeople.com.br