O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que se encontra detido desde março no Complexo da Papuda, em Brasília (DF), enviou uma carta por meio de seu advogado na terça-feira (13) expressando sua vontade de colaborar com as investigações em andamento.
No documento, Vorcaro enfatiza seu desejo de abordar de forma clara e transparente todos os temas que estão sendo investigados, além de suas diversas relações. Ele menciona: “Reitero que quero falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e todas as minhas relações. Sei da importância desses esclarecimentos e quero prestá-los com responsabilidade pelas vias adequadas e com respeito ao devido processo legal”.
A divulgação da carta ocorreu após uma reportagem do portal UOL, que mencionou que Vorcaro seria sócio de uma rede de prostituição e exploração de mulheres internacionais no Brasil. Em resposta a essa acusação, o ex-banqueiro também nega a autenticidade de uma mensagem que foi atribuída a ele e aproveita a oportunidade para reiterar sua intenção de esclarecer todos os seus contatos e relações de maneira objetiva.
Esta é a primeira declaração pública de Vorcaro à imprensa desde que foi preso. Anteriormente, houve tentativas de formalizar propostas de delação premiada, mas tanto a Polícia Federal (PF) quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitaram essas tentativas, alegando que não houve colaboração efetiva.
De acordo com informações, Vorcaro chegou a assinar um termo de confidencialidade para dar seguimento à proposta de delação, mas as autoridades concluíram que não foram apresentadas informações novas que justificassem a aceitação do acordo.
Está agendado um novo depoimento do ex-banqueiro à Polícia Federal, que ocorrerá por videoconferência na quinta-feira (15).