Daniela Beyruti defende união do setor para enfrentar aumento nos direitos esportivos

Os direitos esportivos estão se tornando cada vez mais onerosos, levando as emissoras de televisão aberta a perder espaço para grandes plataformas internacionais. Essas empresas, além de possuírem a capacidade financeira para arcar com os altos valores, muitas vezes escondem as competições em serviços de streaming, afastando assim uma parte considerável do público da TV aberta. Essa situação resulta em uma elitização que preocupa os profissionais do setor.

Daniela Beyruti, a principal executiva do SBT, expressou sua preocupação com essa dinâmica. Em suas palavras, "Precisamos falar mais disso. Eu acredito que isso pode ser resolvido no setor e pelo setor, mas o setor precisa se unir! Somos cinco principais emissoras com duas associações, onde já se viu isso? Estamos perdendo para nós mesmos." Beyruti enfatiza que a concorrência atualmente não se dá mais entre as emissoras, mas sim pela atenção do público em meio a uma infinidade de ofertas disponíveis nas plataformas digitais e no YouTube.

A discussão sobre esse tema se torna cada vez mais urgente, uma vez que as emissoras de TV precisam perceber que a luta é delas para enfrentar essa nova realidade. Se não se unirem, correm o risco de entregar não apenas os direitos esportivos, mas também o público que historicamente sempre foi seu.

Atualmente, apenas a Globo mantém uma postura competitiva em relação aos players internacionais no que diz respeito aos direitos esportivos. No entanto, com o aumento constante dos preços, até mesmo a emissora pode enfrentar dificuldades para se manter no mercado. A situação é alarmante e tem potencial para se agravar nos próximos tempos.

As emissoras brasileiras estão se esforçando para encontrar soluções que permitam enfrentar essa crise. O cenário é desafiador, com um aperto financeiro significativo, o que tem dificultado o cumprimento das metas estabelecidas. Em outras épocas, produções como "A Fazenda" já teriam suas cotas de patrocínio esgotadas antes mesmo da estreia.

Nesse contexto, a união do setor se torna essencial para que as emissoras possam competir de forma mais eficiente e garantir a manutenção de seu público, além de preservar a relevância dos direitos esportivos no Brasil.

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