Trajetória de Phellipe Marques passa pelo teatro paraense, produções independentes e chega a série internacional da Netflix
Deixar Belém para trás nunca foi apenas uma mudança geográfica para Phellipe Marques. Foi uma aposta. Uma daquelas que exigem mais convicção do que garantias. Hoje, ao integrar o elenco da série internacional Man on Fire, o ator vê a própria história ganhar escala global, mas sem perder o vínculo com as origens.
Antes de chegar às telas da Netflix, o caminho começou nos palcos paraenses. Foi no teatro, ainda em Belém, que ele construiu a base artística, participando de montagens que iam do drama a espetáculos populares, até ganhar protagonismo em produções locais.
“Eu venho de uma escola muito forte de teatro. Foi ali que eu aprendi disciplina, escuta e presença. Nada foi por acaso, cada etapa teve um papel importante na minha formação”, afirma.
A transição para o audiovisual veio acompanhada de desafios. Em 2019, o ator se mudou para o Rio de Janeiro em busca de mais oportunidades, pouco antes de um período de instabilidade no setor cultural. Ainda assim, persistiu. “Teve momento em que tudo parecia incerto, mas eu nunca cogitei desistir. Eu sabia que precisava continuar me preparando para quando a oportunidade chegasse.”
E ela chegou em etapas. Phellipe participou de produções independentes e séries digitais, como a websérie Família Buscafé, onde interpretou o personagem Xandão, além de trabalhos anteriores na televisão, como Despassos e A Solteirona.
“Esses projetos menores foram fundamentais. Eles me deram experiência, me ensinaram a lidar com câmera e, principalmente, me ajudaram a entender o tipo de ator que eu queria ser.”
O salto internacional veio com Man on Fire, gravada no México, Brasil e Estados Unidos, e dirigida por Claire Kilner. Na produção, o ator integra o elenco de apoio em uma trama que mistura ação, conflitos familiares e reviravoltas.
Paralelamente, ele também foi escalado para uma nova série nacional da plataforma, dirigida por Mauro Mendonça Filho, contracenando com nomes consagrados da dramaturgia.
Para Phellipe, mais do que alcançar novos mercados, o momento representa a consolidação de um percurso construído com consistência. “Eu não vejo isso como um ponto de chegada. É continuidade. Cada trabalho abre uma nova possibilidade, e eu quero seguir explorando personagens e histórias que me desafiem.”
Ao olhar para trás, ele reconhece o peso da decisão que tomou anos atrás, mas também reforça o valor da persistência. “Sair de Belém foi difícil, mas necessário. Hoje eu entendo que cada ‘não’ fez parte do caminho até chegar aqui.”
Com a estreia global se aproximando, o ator vive a expectativa de apresentar seu trabalho a um público ainda maior. Mas mantém os pés no chão. “Eu continuo sendo aquele cara que começou no teatro, com muita vontade de aprender. A diferença é que agora o alcance é maior, mas o compromisso com a arte é o mesmo.”
Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.