Debate sobre inclusão de válvula no SUS para evitar perda de visão

Agência Senado

Parlamentares e médicos pedem acesso a tecnologia para tratamento da hipertensão intracraniana.

Debate no Senado pede a inclusão de válvula programável no SUS para tratar hipertensão intracraniana e evitar perda de visão.

Impacto da Hipertensão Intracraniana

A hipertensão intracraniana idiopática (HII) é uma condição rara que afeta principalmente mulheres e se caracteriza pelo aumento da pressão dentro do crânio. Para evitar a perda de visão, o tratamento adequado e a prevenção são cruciais. Recentemente, em uma audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o foco foi na inclusão de tecnologias avançadas no Sistema Único de Saúde (SUS) para o manejo dessa doença.

A Necessidade de Novas Tecnologias

A senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) foi uma das vozes que se levantaram em apoio à inclusão de uma válvula programável no SUS, um dispositivo que controla o fluxo do líquor, permitindo ajustes não invasivos. A proposta visa oferecer uma solução eficaz para pacientes que sofrem com a HII, destacando a urgência de ações do Ministério da Saúde na incorporação dessas tecnologias que não só beneficiariam os pacientes, mas também representariam vantagens econômicas para o sistema.

Críticas à Morosidade do Processo

O médico Fernando Campos Gomes Pinto, chefe da Unidade de Hidrodinâmica Cerebral do Hospital das Clínicas da USP, criticou a lentidão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) em aprovar a válvula programável. Segundo ele, enquanto outros países já utilizam essa tecnologia, os pacientes brasileiros ainda esperam por uma decisão que poderia mudar suas vidas. Com um congresso mundial de hidrocefalia previsto para o próximo ano em São Paulo, a expectativa é de que essa tecnologia nacional seja reconhecida internacionalmente.

Vozes dos Pacientes

Pacientes diagnosticados com HII também se manifestaram durante a audiência, ressaltando as dificuldades que enfrentam para acessar a válvula programável pelo SUS. Giselle Maria Santos de Siqueira, uma das pacientes presentes, enfatizou que a HII compromete diversos aspectos da vida, desde o trabalho até a saúde emocional. Para muitos, a válvula não é apenas uma opção, mas uma necessidade vital para evitar a cegueira e melhorar sua qualidade de vida. Ela destacou que, atualmente, o acesso a esse tratamento é repleto de obstáculos, incluindo negativas e longos períodos de espera, exacerbando o sofrimento dos pacientes.

O debate realizado no Senado foi um passo significativo na busca por melhores condições de tratamento para quem sofre de hipertensão intracraniana idiopática, refletindo a necessidade urgente de inovação e agilidade nas decisões de saúde pública no Brasil.

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