Na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a discussão sobre um suposto acordo para evitar a cassação do deputado estadual Renato Freitas (PT) gerou polêmica entre os parlamentares. Os deputados Denian Couto (PL), Delegado Tito Barichello (PL) e Ricardo Arruda (PT) usaram a tribuna para abordar a situação, que envolve um relatório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) relacionado a um incidente ocorrido nas esquinas da Rua Vicente Machado com a Visconde Nacar, no Centro de Curitiba.
Ricardo Arruda expressou críticas contundentes, afirmando que a composição da CCJ, que inclui membros do PT, como Dr. Antenor e Ana Júlia, não pode ser considerada imparcial. O deputado também mencionou a presença de uma foto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um dos gabinetes da Alep, insinuando que isso comprometeria a objetividade da análise.
Em resposta, o presidente da CCJ, Ademar Traiano, subiu à tribuna para esclarecer que a escolha do relator do caso ainda não havia sido feita, uma vez que a defesa de Renato Freitas não foi apresentada conforme o prazo estipulado. Traiano ressaltou que a defesa deveria ser encaminhada até a noite de hoje, e que, caso um membro da esquerda fosse designado, isso não alteraria a tramitação do processo, já que os integrantes da CCJ têm a liberdade de apresentar votos separados.
O líder do governo, Hussein Bakri (PSD), também se manifestou sobre o tema, negando a existência de qualquer acordo que pudesse influenciar a decisão sobre a cassação de Freitas. A situação continua a gerar discussões acaloradas entre os deputados, refletindo a polarização política vigente no estado.
A Assembleia Legislativa do Paraná, que tem sido um espaço de debates acalorados nos últimos dias, permanece atenta às movimentações políticas que podem impactar a condução das ações legislativas. A repercussão do caso de Renato Freitas e a atuação da CCJ devem seguir em evidência nas próximas sessões, à medida que os parlamentares aguardam os desdobramentos da situação.