Representantes buscam reforçar laços com a Dinamarca enquanto Trump pressiona por aquisição da Groenlândia
Delegação bipartidária dos EUA viaja à Dinamarca para reafirmar apoio ao país diante das ameaças de Trump sobre Groenlândia.
Visita da delegação dos EUA à Dinamarca
A delegação bipartidária dos EUA, que inclui o senador Chris Coons, está programada para viajar a Copenhague nesta semana. O objetivo da visita é reforçar a aliança entre os Estados Unidos e a Dinamarca em um momento de crescente tensão provocada pelas ameaças do presidente Donald Trump de tomar a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.
Reuniões com líderes dinamarqueses e groenlandeses
O grupo de pelo menos nove membros do Congresso se encontrará com altos funcionários do governo dinamarquês e líderes empresariais em Copenhague na sexta e no sábado. Essa reunião ocorre em um momento em que Trump tem insistido que os EUA precisam “tomar a Groenlândia”, levantando preocupações sobre a integridade da aliança da OTAN.
Na semana passada, o deputado Bill Keating, de Massachusetts, se reuniu com o embaixador dinamarquês e o alto representante da Groenlândia. Ele está preparando uma proposta legislativa que visa proibir o uso de fundos federais para uma invasão de qualquer território aliado da OTAN, uma medida que, embora não mencione a Groenlândia explicitamente, é uma resposta direta às declarações de Trump.
Proposta de legislação contra invasão
Keating declarou ter o apoio bipartidário para sua proposta, que também se opõe a qualquer ação militar do presidente contra um aliado da OTAN. Em uma entrevista, o senador Coons enfatizou a importância de mostrar que os EUA valorizam a parceria com a Dinamarca e não pretendem interferir nas discussões internas sobre a Groenlândia.
“Estamos aqui para reafirmar nossa aliança e mostrar que respeitamos as decisões do povo groenlandês”, afirmou Coons. Ele ressaltou que a Dinamarca foi um aliado crucial para os EUA, especialmente após os ataques de 11 de setembro.
Tensão crescente entre EUA, Dinamarca e Groenlândia
As tensões aumentaram recentemente, com Trump sugerindo que a aquisição da Groenlândia é necessária para evitar que China ou Rússia aumentem sua influência na região. Ele declarou em um voo na Air Force One que prefere negociar a aquisição, mas que os EUA “de uma forma ou de outra, vão ter a Groenlândia”.
Diante disso, os líderes dinamarqueses, incluindo a primeira-ministra Mette Frederiksen, advertiram que uma tomada americana da Groenlândia poderia levar ao fim da OTAN. O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, também enfatizou que o futuro da Groenlândia deve ser decidido por seu povo, afirmando a soberania do território dentro do Reino da Dinamarca e da OTAN.
Reação da China e implicações internacionais
A China, por sua vez, reagiu às declarações dos EUA, afirmando que as atividades chinesas no Ártico estão em conformidade com a lei internacional e que os EUA não devem usar outros países como pretexto para avançar seus interesses. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, destacou que todas as nações têm o direito de conduzir suas atividades no Ártico de acordo com a lei.
Coons também pretende assegurar que não há uma ameaça imediata à Groenlândia por parte da China ou da Rússia, buscando tranquilizar os líderes dinamarqueses e groenlandeses durante a visita.
Conclusão
A visita da delegação dos EUA à Dinamarca não é apenas uma oportunidade para reafirmar laços diplomáticos, mas também uma resposta clara às ameaças feitas por Trump. A intenção é garantir que a Groenlândia permaneça um território respeitado e que as discussões sobre seu futuro sejam conduzidas de maneira a respeitar a vontade de seu povo.
Fonte: www.wcvb.com
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