Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) com o objetivo de determinar sua elegibilidade para as eleições que ocorrerão em outubro. A ação busca esclarecer se ele pode concorrer ou se enfrenta alguma inelegibilidade.
Os advogados de Dallagnol argumentam que, em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou irregularidades no registro de sua candidatura, mas não aplicou a inelegibilidade. De acordo com a legislação, o porta-voz do partido Novo estaria sujeito a condenação judicial apenas em caso de uma decisão desfavorável em segunda instância, o que não ocorreu até o momento.
Além disso, os defensores ressaltam que, mesmo no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), não houve condenação que resultasse em penalidades severas, como a demissão. As possíveis sanções enfrentadas por Dallagnol no CNJ estariam limitadas a advertências, censuras ou suspensão.
A situação de Dallagnol ocorre em um contexto político onde ele visa garantir sua candidatura ao Senado, em meio a um cenário eleitoral que promete ser acirrado. A expectativa é que a decisão do TRE-PR seja divulgada em breve, definindo se o ex-procurador poderá participar do pleito.
A movimentação de Dallagnol para assegurar sua posição na corrida eleitoral reflete a dinâmica atual do cenário político paranaense, onde diversas candidaturas estão sendo analisadas. O atual momento político é caracterizado por uma série de articulações e estratégias, com figuras como Rafael Greca e Sergio Moro também se posicionando para as próximas eleições.