O Democracia Cristã (DC) do Paraná definiu, durante Convenção Estadual, sua estratégia para as Eleições Gerais de 2026. A legenda decidiu que não lançará candidatos aos cargos de governador, vice-governador e senador, concentrando sua atuação nas disputas para deputado federal e deputado estadual.
Segundo a nova direção estadual, que assumiu o partido em 15 de julho deste ano, a decisão foi motivada pela situação administrativa e financeira encontrada na legenda. De acordo com o partido, o cadastro nacional do órgão estadual estava inapto desde maio de 2026 por ausência de declarações obrigatórias, impedindo, entre outras consequências, o funcionamento regular da conta bancária da sigla.
A atual executiva afirma que, desde a posse, iniciou um processo de reorganização administrativa, incluindo a contratação de assessoria contábil e o protocolo de pedidos de regularização junto aos órgãos competentes.
Diante desse cenário, a convenção deliberou que o DC concentrará esforços na reconstrução da estrutura partidária visando as eleições municipais de 2028 e cooperará com o Partido Liberal (PL) na elaboração do plano de governo da chapa formada por Sérgio Moro e Edson Vasconcelos.
Tony Garcia
Em nota, a direção estadual também afirmou que a pré-candidatura de Antonio Celso Garcia, o Tony Garcia, ao Governo do Paraná “nunca foi juridicamente viável”. Segundo o partido, um Acordo de Não Persecução Cível homologado pela Justiça prevê a impossibilidade de candidatura pelo prazo de oito anos, sob pena de multa em caso de eventual registro.
O documento sustenta ainda que pedidos apresentados para afastar essa restrição foram negados pela Justiça, razão pela qual a legenda afirma que não houve impedimento imposto pela atual direção, mas uma limitação decorrente de decisão judicial.
Apuração sobre gestão anterior
A convenção também aprovou a apuração das condições em que a atual executiva recebeu o partido. A direção afirma que pretende analisar responsabilidades relacionadas às pendências administrativas e financeiras herdadas da gestão anterior, incluindo a situação cadastral da legenda e a impossibilidade de vinculação do partido aos sistemas da Justiça Eleitoral.
O texto cita o ex-presidente estadual Ricardo Gomyde e informa que eventuais responsabilidades serão analisadas pelos meios jurídicos cabíveis.
A reportagem ressalta que as declarações sobre a gestão anterior e sobre Tony Garcia refletem o posicionamento oficial divulgado pela atual direção estadual do Democracia Cristã do Paraná. Os citados poderão se manifestar sobre os fatos apresentados.