Dengue em 2026: como o Aedes aegypti transmite a doença

Joao Paulo Burini/Getty Images

Entenda o ciclo de transmissão e os cuidados necessários para evitar a dengue

O Aedes aegypti deve gerar 1,8 milhão de diagnósticos de dengue em 2026 no Brasil.

Dengue e o Aedes aegypti

O Aedes aegypti, principal transmissor da dengue, deve contribuir para cerca de 1,8 milhão de infecções no Brasil em 2026. Este número, embora menor do que o recorde de 2024, ainda coloca o país em um período crítico, segundo estimativas do InfoDengue–Mosqlimate Challenge. Essa previsão é resultado do trabalho de 52 pesquisadores que unificaram dados para criar modelos de previsão da doença.

Contexto da dengue no Brasil

A dengue, uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti, continua a ser uma preocupação de saúde pública no Brasil. A doença já causou milhões de diagnósticos e, em 2026, será o quinto ano consecutivo em que mais de um milhão de casos são registrados. O aumento de mortes associadas à dengue nos últimos anos também é um fator alarmante que precisa de atenção das autoridades de saúde.

Como o Aedes aegypti transmite a dengue

A transmissão da dengue ocorre quando um mosquito Aedes aegypti infectado pica uma pessoa saudável. Durante a picada, o vírus presente na saliva do mosquito é transferido para a corrente sanguínea da vítima. É importante destacar que uma única picada é suficiente para que a infecção se estabeleça, caso o mosquito esteja contaminado.

Preferências do Aedes aegypti

O Aedes aegypti prefere picar seres humanos, o que diferencia esse vetor de outros mosquitos que também se alimentam de animais. Essa preferência facilita a transmissão do vírus, especialmente em áreas urbanas onde as residências estão próximas umas das outras. Além disso, fatores como cheiro do corpo e calor podem influenciar a escolha do mosquito, fazendo com que algumas pessoas sejam mais picadas que outras.

Sintomas da dengue

Os sintomas da dengue incluem:

  • Febre alta
  • Dor no corpo, articulações e atrás dos olhos
  • Cansaço extremo
  • Manchas pelo corpo
  • Náuseas e vômitos

Esses sintomas podem variar em intensidade e nem sempre aparecem, o que pode dificultar o diagnóstico inicial.

Medidas de prevenção

Para prevenir a dengue, a principal estratégia é evitar a reprodução do Aedes aegypti. Isso envolve eliminar qualquer fonte de água parada, como em:

  • Pratos de plantas
  • Garrafas abertas
  • Ralos sem cobertura
  • Caixas-d’água mal vedadas

Além disso, o uso de repelentes é recomendado, especialmente durante o dia, e a instalação de telas em portas e janelas também pode ajudar a manter o mosquito afastado.

Vacinação e novas estratégias

A vacina Qdenga, que protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, será testada no Sistema Único de Saúde (SUS) em breve. Essa vacina, feita com o vírus enfraquecido, é uma esperança na luta contra a dengue. Mesmo assim, é crucial continuar com medidas de prevenção, como a eliminação de criadouros e o uso de repelentes.

Conclusão

A dengue continua a ser uma ameaça significativa à saúde pública no Brasil. Com a previsão de 1,8 milhão de casos em 2026, é fundamental que a população esteja ciente dos riscos e das formas de prevenção. O combate ao Aedes aegypti, por meio da eliminação de água parada e da vacinação, é essencial para reduzir a incidência da doença e proteger a saúde da população.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Joao Paulo Burini/Getty Images

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