Adir Aliatti, líder da Osho Rachana, e seus filhos são investigados pela Polícia Civil do RS por diversos crimes, incluindo tortura psicológica e exploração financeira. A Operação Namastê revelou que os adeptos eram manipulados por meio de rituais coercitivos e promessas de cura espiritual, enquanto eram submetidos a abusos e desvio de recursos financeiros. O inquérito apura a relação de poder e manipulação, além de identificar outras possíveis vítimas.
Adir Aliatti, líder da comunidade Osho Rachana, é investigado por tortura psicológica, abuso financeiro e manipulação de adeptos no Rio Grande do Sul.
Investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelaram que Adir Aliatti, 69 anos, líder da comunidade Osho Rachana, é acusado de tortura psicológica, exploração financeira e manipulação de adeptos. A Operação Namastê identificou rituais coercitivos e métodos terapêuticos ilegais, resultando em um desvio de milhões de reais.
Tortura e abuso psicológico
Os rituais coercitivos, relatados por ex-integrantes da comunidade, incluem isolamento social, humilhações públicas e imposição de trabalhos forçados. Além disso, os adeptos seriam vítimas de violência sexual mediante fraude e golpes financeiros. Conforme a delegada Jeiselaure de Souza, os líderes exigiam doações forçadas e cursos pagos, disfarçados de promessas de cura espiritual.
Desvio de recursos e indiciamentos
Os três investigados, incluindo os filhos de Aliatti, foram indiciados por diversos crimes, como associação criminosa e curandeirismo. As investigações indicam que os recursos obtidos eram utilizados em bens pessoais e luxos, enquanto os adeptos permaneciam em condições vulneráveis e sob controle psicológico.
Desdobramentos da investigação
A Operação Namastê, deflagrada no final de 2024, continuará a apuração sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia de Viamão, com o objetivo de identificar mais vítimas e aprofundar a análise da estrutura criminosa.
