Entre as pessoas que procuraram Máira está a empresária Marina Escames, que desejava uma mensagem de seu marido, Thiago, falecido em decorrência de leucemia. Marina, que se identifica como espírita kardecista desde a infância, expressou seu anseio por uma comunicação espiritual: "Eu queria muito uma notícia dele".
Outra vítima, a comerciante Marcela Magalhães, recorreu à médium após a morte de seu filho, Henrique, de 18 anos, em um acidente de carro. Marcela relatou que, durante uma transmissão, Máira mencionou Henrique como um jogador de futebol, uma informação que foi posteriormente contestada, pois uma reportagem sobre o acidente havia divulgado uma foto do jovem em uniforme esportivo, levantando suspeitas sobre a veracidade das informações apresentadas.
Marina também revelou que encontrou detalhes sobre seu marido em uma carta que eram provenientes de suas redes sociais, o que reforçou suas dúvidas sobre a autenticidade das mensagens. "Máira Rocha tem um histórico de entregar cartas psicografadas que na verdade são falsas", afirmou. Em resposta às críticas, a médium comentou: "Cuidado na pedra que você joga, tenha absoluta certeza que seu telhado não é de vidro para que você possa fazer isso". Máira ainda insinuou que não se importaria em enfrentar um processo cível, caso fosse necessário expor os nomes das pessoas que a acusam.
Pesquisadores que participaram da investigação ressaltaram que há estudos sobre psicografia que seguem critérios rigorosos. O psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, da Universidade Federal de Juiz de Fora, destacou que esses estudos evitam qualquer contato prévio entre os médiuns e os envolvidos, além de monitorarem o processo de produção das mensagens.
No final da apuração, Máira não aceitou conceder entrevista para se defender das acusações apresentadas pela reportagem, deixando suas declarações sem resposta.