Deolane Bezerra foi presa em uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo ela e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu na última quinta-feira, 21 de novembro de 2023. Antes desse episódio, a influenciadora havia processado um banco após sua irmã, Dayanne Bezerra Santos, ter tentado sacar R$ 1 milhão em espécie e ser barrada sob a suspeita de irregularidades.
O incidente ocorreu no dia 24 de novembro de 2023, quando Dayanne se dirigiu a uma agência do Banco Itaú para realizar o saque. No entanto, os atendentes da instituição financeira impediram a operação, alegando que se tratava de uma operação atípica, o que levantou suspeitas de que o ato poderia configurar lavagem de dinheiro.
Dayanne, que também é advogada, justificou que o valor seria destinado à compra de um imóvel. O relatório da Polícia Civil de São Paulo revelou que o banco sugeriu que o pagamento fosse realizado por meio de transferência eletrônica, o que garantiria a rastreabilidade do dinheiro, mas a irmã de Deolane optou por recusar essa alternativa.
Na época do incidente, Deolane Bezerra tinha aproximadamente R$ 10 milhões investidos no banco. Após a negativa do saque, a influenciadora decidiu mover uma ação cível contra a instituição financeira. Em resposta à situação, o Banco Itaú deu a Deolane e seus familiares um prazo até 14 de janeiro de 2024 para encerrar definitivamente suas contas.
A investigação policial revelou uma discrepância significativa entre os valores que Deolane declarou no Imposto de Renda e as movimentações financeiras que foram identificadas. A Polícia Civil apontou que a influenciadora movimentou R$ 7.665.194,62 em créditos efetivos, enquanto declarou apenas R$ 577.945,46, resultando em uma diferença de R$ 6.534.289,15.
Adicionalmente, Dayanne Bezerra é sócia de Deolane na empresa Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda, que foi citada no inquérito como um dos principais veículos de um suposto esquema de lavagem de capitais.