Desafios diplomáticos de Lula em 2026: saldo de vitórias e derrotas

m colorida mostra Lula e Celso Amorim

Análise das relações internacionais do Brasil sob a liderança de Lula da Silva.

No início de 2026, Lula enfrenta novos desafios diplomáticos após vitórias e derrotas em 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou 2026 enfrentando novos desafios no campo da diplomacia, após um ano de 2025 marcado por mais vitórias do que derrotas. A relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve um papel central, destacando uma “química excelente” entre os líderes. Entretanto, a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em um ataque militar dos EUA no início de janeiro reabriu discussões sobre a política externa brasileira.

O saldo de 2025: vitórias e desafios

O ano de 2025 foi repleto de desafios para Lula, que lidou com crises envolvendo tanto a Ucrânia quanto Israel. A guerra tarifária imposta por Trump foi um dos principais pontos de tensão, mas o presidente brasileiro conseguiu estabelecer um diálogo que contribuiu para a desescalada das relações. Durante a Assembleia Geral da ONU em setembro, Lula teve encontros significativos, especialmente com Zelensky, que ajudaram a suavizar tensões com a Ucrânia, após mal-entendidos sobre sua postura em relação à Rússia.

Reuniões que fazem a diferença

  • Reunião com Zelensky: Após um período de tensões, Lula e Zelensky se encontraram em Nova York, onde a relação entre os dois países foi discutida. O presidente ucraniano expressou gratidão pela “boa conversa” e pela clareza de Lula sobre o cessar-fogo na guerra da Ucrânia.
  • Encontro com Trump: A interação informal entre Lula e Trump durante a ONU resultou em uma série de diálogos que culminaram em um telefonema e uma reunião bilateral na Malásia. As conversas abordaram as tarifas impostas pelos EUA e a suspensão das sanções a autoridades brasileiras.

O impacto do ataque à Venezuela

O ataque militar dos EUA à Venezuela, que resultou na prisão de Maduro, trouxe à tona novas questões para Lula. Em resposta, o presidente brasileiro condenou a intervenção, reafirmando sua visão de que o uso da força em violações do direito internacional é perigoso. Esta posição, segundo Lula, é consistente com a política externa do Brasil, que busca a paz e a estabilidade na América Latina.

O desafio das relações com Israel

Desde 2024, as relações do Brasil com Israel se deterioraram, especialmente após as críticas de Lula às ações israelenses em Gaza. O governo brasileiro se manifestou contra o que considera genocídio, levando a uma classificação de Lula como persona non grata em Tel Aviv. A falta de resposta ao pedido de um novo embaixador por parte de Israel também ilustra os desafios diplomáticos enfrentados pelo Brasil nessa área.

Perspectivas futuras: o acordo Brasil-UE

Um dos maiores objetivos da política externa de Lula é o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que, após anos de negociações, ainda precisa ser aprovado na UE. A expectativa é que, apesar das resistências, o acordo possa ser assinado em 2026, um passo crucial para a economia brasileira.

Conclusão

O início de 2026 para Lula está repleto de desafios diplomáticos, mas também oportunidades. A capacidade do Brasil de navegar por essas águas turbulentas será fundamental para sua posição no cenário internacional. A relação com os EUA, a crise na Venezuela e as tensões com Israel são questões que demandarão atenção e estratégia nos próximos meses.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida mostra Lula e Celso Amorim

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