Desafios da direita brasileira após prisão de Bolsonaro

Caminhos incertos para as próximas eleições presidenciais em 2026

A prisão de Bolsonaro gera incertezas na corrida presidencial de 2026, com a direita ainda sem consenso sobre candidatos.

A prisão de Bolsonaro, que ocorreu no dia 22 de novembro de 2025, trouxe à tona a desunião da direita a menos de um ano das eleições presidenciais de 2026. Neste contexto, a dúvida sobre quem poderá suceder o ex-presidente se torna cada vez mais premente. Vários nomes surgem, mas nenhum conta com o apoio consolidado do bolsonarismo.

Entre os possíveis candidatos, destacam-se o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ambos já lançaram pré-candidaturas independentes, mas ainda não conseguiram a adesão massiva do eleitorado bolsonarista. O ex-presidente Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, não formalizou apoio a nenhum deles, o que gera incertezas sobre a estratégia do PL (Partido Liberal).

A indecisão sobre Tarcísio de Freitas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também é considerado um potencial candidato. Contudo, ele permanece indeciso sobre a real possibilidade de concorrer ao Planalto. Aliados próximos afirmam que Tarcísio teme abrir mão de uma reeleição em São Paulo por uma corrida que não oferece garantias. A recente mudança de postura do deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se disse disposto a apoiar Tarcísio caso a intenção seja derrotar Lula, pode indicar uma tentativa de unificação da direita, embora isso ainda não se confirme.

Estrategistas e alianças em tempo de crise

Na busca por uma candidatura forte, o PL já iniciou articulações para incluir a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice em uma possível chapa com Tarcísio. Essa movimentação, no entanto, enfrenta resistência dentro do próprio partido, e o senador Flávio Bolsonaro emergiu como uma figura central, defendendo que os filhos de Bolsonaro são os sucessores naturais na ausência do pai.

Além disso, a proposta de Zema sobre a diversidade de candidatos na direita como uma estratégia em vez de uma desunião, pode complicar ainda mais a formação de uma frente única. Esse posicionamento sugere que a direita pode estar se preparando para um embate mais fragmentado nas eleições, o que poderia beneficiar adversários como Lula.

O cenário eleitoral incerto

Com a prisão de Bolsonaro, o cenário político fica ainda mais volátil. Muitos se perguntam como a direita conseguirá se unir para enfrentar um adversário forte. A falta de consenso sobre um nome e a fragmentação das candidaturas podem ser decisivas em um pleito que promete ser acirrado. A incerteza paira sobre o futuro da direita e a possibilidade de alcançar uma candidatura viável.

A menos de um ano das eleições, a direita brasileira enfrenta desafios significativos. As articulações em torno de nomes e alianças precisam ser mais assertivas para que a direita não se disperse em um cenário que, com as fraquezas internas, pode favorecer a reeleição de Lula. A próxima etapa dessa corrida eleitoral promete ser repleta de surpresas e reviravoltas, refletindo a complexidade da política brasileira atual.

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