Desempenho da Enel SP durante apagão é considerado insatisfatório

Relatório da Aneel aponta falhas significativas na resposta da distribuidora

A Aneel divulgou um relatório apontando falhas no restabelecimento de energia pela Enel SP após apagão em dezembro.

O fornecimento de energia em São Paulo enfrentou sérios problemas durante o apagão de grandes proporções que ocorreu em dezembro, conforme apontou um relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O documento, divulgado em 11 de janeiro de 2026, concluiu que a Enel SP teve um desempenho insatisfatório na recuperação dos serviços afetados, o que levantou preocupações sobre a capacidade da distribuidora em lidar com situações de emergência.

Contexto do apagão e suas implicações

Em 10 de dezembro, um ciclone extratropical causou a queda de árvores sobre a rede elétrica, interrompendo o fornecimento de energia para aproximadamente 4,42 milhões de consumidores na região metropolitana de São Paulo. Este evento gerou uma série de complicações, levando a uma crítica severa à Enel por sua incapacidade de gerenciar efetivamente a situação. A Aneel destacou que, mesmo com as adversidades climáticas, havia medidas que poderiam ter sido implementadas para mitigar os danos, mas que a distribuidora não as adotou adequadamente. O relatório enfatiza que o plano de contingência da Enel era inadequado para o tipo de emergência enfrentada, revelando fragilidades significativas nas operações da empresa.

Detalhamento das falhas identificadas

A fiscalização da Aneel revelou várias falhas na operação da Enel durante o apagão. Entre os problemas destacados estão a baixa produtividade das equipes que trataram as interrupções de energia, a redução significativa de efetivos durante a noite e a madrugada, e a falta de manutenção adequada na infraestrutura elétrica. A agência reguladora apontou que a resposta da distribuidora não apenas atrasou o restabelecimento do serviço, mas também expôs a fragilidade do sistema de energia, que deve ser robusto o suficiente para lidar com situações adversas. Em resposta, a Enel alegou que fez progressos significativos na melhoria de seus serviços, citando uma redução de 66% nas interrupções prolongadas de 2023 a 2025 e uma diminuição de 50% no Tempo Médio de Atendimento a Emergências (TMAE).

Futuro da Enel e possíveis consequências

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comentou que a Aneel poderia retomar a análise sobre a caducidade do contrato da Enel na próxima semana, ressaltando a necessidade de uma solução que pode incluir a transferência do controle da concessão ou a relicitação do serviço. Esta situação levanta questões sobre a responsabilidade das empresas de energia em garantir a continuidade do fornecimento e a qualidade do serviço prestado aos consumidores. A pressão sobre a Enel aumentará, especialmente à medida que o ministério avalia as medidas que devem ser tomadas para restaurar a confiança do público na capacidade da empresa de gerenciar sua rede elétrica.

Conclusão

Este episódio destaca a importância de um planejamento eficaz e de uma resposta pronta em situações de emergência no setor elétrico. A análise realizada pela Aneel servirá como um alerta para outras distribuidoras sobre a necessidade de fortalecer suas estruturas operacionais e de resposta a crises, garantindo que eventos climáticos extremos não resultem em consequências tão severas para os consumidores.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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