O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou uma queda de 0,4% em julho em comparação ao mês anterior, conforme indicado pelo Monitor do PIB, apurado pelo Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). Essa é a segunda taxa negativa consecutiva, sinalizando uma possível desaceleração econômica.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, julho de 2025, a economia brasileira apresentou uma expansão de 1,3% em julho de 2026. Essa discrepância entre os meses ressalta a fragilidade do crescimento econômico atual, que enfrenta desafios significativos.
Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destacou que o resultado mensal corrobora a trajetória de desaceleração do PIB, refletindo o enfraquecimento nas três principais atividades econômicas. A agropecuária enfrentou retração, enquanto a indústria e os serviços mostraram sinais de estagnação.
Segundo a coordenadora, o desempenho negativo de julho evidencia as dificuldades em manter taxas elevadas de crescimento ao longo do ano, sugerindo a possibilidade de resultados próximos da estabilidade. O cenário econômico é complicado, tanto em relação ao ambiente externo, com o aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras e a alta nos preços do petróleo, quanto em questões internas, como os altos níveis de juros e o endividamento das famílias.
No trimestre encerrado em julho de 2026, o PIB apresentou um crescimento de 1,6%. Além disso, a taxa acumulada nos últimos 12 meses até julho foi de 1,8%, indicando que, apesar das dificuldades enfrentadas, ainda há sinais de expansão em um contexto mais amplo.