Aprovação de conversão de ações e inspeção do TCU marcam o dia
Azul converte ações preferenciais em ordinárias e Assaí cancela registro nos EUA.
Destaques corporativos em 13 de janeiro de 2026
Nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, a Azul (AZUL54) se destacou ao obter a aprovação de seus acionistas para a conversão de ações preferenciais em ordinárias. Essa decisão é parte de um plano de recuperação judicial, onde a companhia busca transformar todo seu capital em ações ordinárias, encerrando a emissão de ações preferenciais. Essa conversão visa facilitar a reestruturação financeira da empresa, que está sob proteção do Chapter 11 nos Estados Unidos.
Conversão de ações da Azul
A proposta aprovada estabelece que cada ação preferencial (AZUL4) será convertida em 75 ações ordinárias (AZUL3). Essa relação foi determinada pela administração da empresa, com base na equivalência econômica entre os dois tipos de ações. Durante as assembleias realizadas no dia 12 de janeiro, os acionistas preferenciais aprovaram a conversão de 724,76 bilhões de ações, enquanto os acionistas ordinários confirmaram a decisão.
A principal diferença entre esses tipos de ações reside no direito a voto e a preferência na distribuição de dividendos. Com essa mudança, a Azul busca simplificar sua estrutura de capital e alinhar os interesses dos acionistas.
Assaí cancela registro nos EUA
Outro destaque do dia é o Assaí (ASAI3), que protocolou um pedido na SEC (Securities and Exchange Commission) para cancelar seu registro e, consequentemente, suas obrigações de divulgação nos Estados Unidos. O cancelamento é esperado para ser efetivo em até 90 dias, salvo objeções. Essa deslistagem foi aprovada pelo conselho de administração da empresa, que já havia efetivado a saída do mercado americano em janeiro de 2025.
Inspeção do TCU no Banco Master
O Tribunal de Contas da União (TCU) também foi um foco de atenção, com a confirmação de que realizará uma inspeção no processo de liquidação do Banco Master. O presidente do TCU, Vital do Rêgo, informou que a fiscalização foi acordada com o Banco Central e terá acesso aos documentos que respaldam a decisão liquidatória. Essa ação visa garantir a segurança jurídica do processo de liquidação, com o TCU atuando como um fiscalizador independente.
Resultados de vendas da Helbor
A Helbor (HBOR3), uma construtora de alto padrão, divulgou resultados positivos, com vendas brutas de R$ 661,8 milhões no quarto trimestre de 2025, representando um aumento de 15,2% em relação ao ano anterior. Embora o VSO (velocidade de vendas) tenha ficado em 19,7%, abaixo dos 20,5% do ano anterior, a empresa lançou quatro novos empreendimentos, indicando um forte pipeline de projetos para o futuro.
Avaliação de terras pela Terra Santa
A Terra Santa Propriedades Agrícolas (LAND3) apresentou um novo laudo de avaliação, estimando suas terras em R$ 2,79 bilhões. Esse valor representa um pequeno aumento em relação ao ano anterior, embora tenha sido afetado pela oscilação do preço da soja, o que impactou a avaliação geral das propriedades.
Mudanças no Mercado Livre
Por fim, o Mercado Livre (MELI34) anunciou a demissão de 119 funcionários na América Latina, incluindo 38 no Brasil. Essas demissões foram atribuídas à evolução tecnológica e à integração da inteligência artificial em seus processos. A empresa assegura que essas mudanças são pontuais e não afetam sua estratégia de crescimento, tendo realizado 42 mil contratações na região em 2025.
Esses eventos refletem um dia agitado no mercado corporativo brasileiro, com mudanças significativas nas estruturas de capital e operações das empresas, evidenciando as transformações em curso na economia.
Fonte: www.moneytimes.com.br
