Destaques corporativos: Azul anuncia nova oferta, Multiplan sofre ataque e Will Bank é liquidado

Azul (AZUL53), Multiplan (MULT3), Will Bank e outros movimentos marcam o radar do mercado em 21 de janeiro de 2026

Azul anuncia oferta de US$ 950 milhões com diluição de ações; Multiplan confirma vazamento de dados; Will Bank sofre liquidação extrajudicial pelo Banco Central.

A quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, destaca-se por importantes movimentações no cenário corporativo brasileiro, especialmente envolvendo as companhias Azul, Multiplan e Will Bank, que concentram atenções no mercado financeiro.

Atualização do plano de negócios e nova oferta de ações da Azul

A Azul (AZUL53) anunciou a atualização de seu plano de negócios e confirmou novos aportes financeiros com o objetivo de antecipar a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. Um dos pontos centrais é a realização de uma nova oferta pública de ações para captar até US$ 950 milhões.

Segundo o fato relevante divulgado na madrugada, essa oferta será ancorada por determinados stakeholders e incluirá um ou mais investidores estratégicos, conforme o plano de recuperação.

A emissão das ações observará um desconto de 30% em relação ao valor definido no Plano do Chapter 11, o que poderá acarretar em uma diluição aproximada de 80% da base acionária existente, impactando significativamente os atuais acionistas da companhia aérea.

Vazamento de dados afeta aplicativo da Multiplan

A Multiplan (MULT3), que administra diversos shopping centers no Brasil, confirmou que seu aplicativo Multi foi alvo de um ataque cibernético ocorrido em 10 de janeiro. Conforme comunicado oficial, informações cadastrais dos usuários, incluindo a data de validade e os quatro últimos dígitos do cartão de crédito, foram potencialmente acessadas pelos invasores.

Entretanto, dados sensíveis como números completos de cartão de crédito não foram comprometidos. A empresa orientou os clientes a ficarem atentos a comunicações suspeitas e a reportar qualquer atividade não reconhecida relacionada ao aplicativo.

Banco Central determina liquidação extrajudicial do Will Bank

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, controlada pelo grupo Master, que estava sob administração especial temporária desde novembro do ano anterior. A medida encerra a tentativa de manutenção do Will Bank, que não teve sua venda concretizada apesar de interessados, incluindo o apresentador Luciano Huck, que desistiu do negócio.

Rebaixamento da nota de crédito da CSN pela S&P Global

A agência S&P Global rebaixou a nota de crédito da CSN (CSNA3) de ‘BB-‘ para ‘B+’ devido aos riscos associados à execução do plano da companhia para redução da alavancagem. A siderúrgica pretende vender ativos para diminuir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões em dívidas ainda neste ano, buscando fortalecer sua situação financeira e focar em negócios mais rentáveis.

A S&P ressalta que, apesar dos esforços, existem riscos para a concretização dessas operações dentro do prazo previsto.

Dividendos intermediários da JHSF

A JHSF Participações (JHSF3) comunicou que distribuirá R$ 550 milhões em dividendos intermediários em 2026, equivalentes a R$ 0,82252 por ação, pagos em 12 parcelas mensais de R$ 45,8 milhões. O primeiro pagamento será em 29 de janeiro, com ações negociadas ex-dividendos a partir de 21 de janeiro.

Venda de madeira pela Dexco e investimentos do Itaú

A Dexco (DXCO3) vendeu 1,2 milhão de metros cúbicos de madeira em pé, alinhada à sua estratégia de desalavancagem e sem impactar seu maciço florestal dedicado à produção de painéis. Recentemente, o Itaú Unibanco anunciou investimento de cerca de R$ 200 milhões em sociedade de propósito específico no setor florestal ligada à Dexco.

Reorganização estratégica na Tenda

A construtora Tenda (TEND3) anunciou mudanças em sua Diretoria Executiva para ampliar eficiência e capturar sinergias entre as unidades Tenda e Alea. Luis Gustavo S. Martini assumirá a Diretoria Executiva de Digital e Marketing, enquanto os demais diretores da Alea passarão a se reportar diretamente ao CEO Rodrigo Osmo.

Participação acionária da Mastercard na Westwing

A Westwing (WEST3) informou que a Mastercard Brasil passou a deter 31,87% do capital social da empresa, correspondendo a 3,54 milhões de ações. Esse movimento não representa uma entrada estratégica da Mastercard, e a origem das ações está relacionada ao Banco Master e a Nelson Tanure, que enfrenta investigações e bloqueios judiciais recentes.

Esses acontecimentos refletem um momento de ajustes e reestruturações em diversos setores da economia, com impactos diretos no mercado de capitais e na confiança dos investidores.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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