Destaques corporativos de quarta-feira: Inter&Co, Klabin e Raízen

Análise dos resultados e perspectivas das empresas

Análise das últimas movimentações no mercado financeiro.

O cenário corporativo brasileiro nesta quarta-feira destaca-se pela divulgação de resultados financeiros que influenciam diretamente a confiança dos investidores. Entre os principais assuntos estão os resultados do quarto trimestre de 2025 da Inter&Co, Klabin e Raízen, além de movimentações significativas em outras empresas do mercado.

Resultados financeiros da Inter&Co e distribuição de dividendos

A Inter&Co, que controla o Banco Inter, reportou um lucro líquido recorde de R$ 402 milhões no quarto trimestre de 2025, marcando um crescimento de 36,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro após participação de minoritários também atingiu um pico, totalizando R$ 374 milhões, um aumento de 36% ano a ano. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) chegou a 15,9%, um avanço significativo em comparação com o mesmo trimestre de 2024.

O conselho de administração aprovou um pagamento de dividendos no valor de US$ 0,113101823 por ação ordinária, com pagamento previsto para 5 de março de 2026. Para os certificados de depósito de valores mobiliários (BDRs), o valor estimado é de R$ 0,594689388, com pagamento projetado para 13 de março de 2026.

Klabin e seu desempenho no mercado

A Klabin, fabricante de papel e celulose, apresentou um lucro líquido de R$ 168 milhões no último trimestre de 2025, uma queda alarmante de 69% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Apesar de um Ebitda ajustado praticamente estável de R$ 1,83 bilhão, a empresa não conseguiu atender às expectativas do mercado, que previa um Ebitda de R$ 1,99 bilhão. A receita líquida também recuou para R$ 5,17 bilhões, uma diminuição de 2% em relação ao ano anterior.

A dívida líquida da Klabin caiu significativamente, de R$ 33,3 bilhões para R$ 25,9 bilhões, representando uma redução de 22%. Isso pode ser um sinal positivo, mas o desempenho negativo no lucro levantou questões sobre sua capacidade de recuperação a longo prazo.

Raízen e suas dificuldades financeiras

Raízen, por sua vez, enfrentou um rebaixamento de sua classificação pela Moody’s Local Brasil, passando de ‘AAA.Br’ para ‘CCC+.Br’. Essa mudança reflete preocupações sobre a saúde financeira da empresa, que recentemente contratou assessores para reavaliar sua liquidez e estrutura de capital. A Moody’s indicou que a qualidade de crédito da Raízen é muito fraca, levantando temores sobre a possibilidade de default.

Outras empresas em destaque

Além das grandes players mencionadas, a TIM destacou-se com um lucro líquido de R$ 1,349 bilhão, representando um crescimento de 27,9% em relação ao ano anterior. A companhia também avançou na aquisição da I-Systems, tornando-se proprietária total da empresa, o que deve fortalecer sua posição no segmento de fibra óptica.

A Suzano reportou um lucro líquido de R$ 116 milhões, revertendo um prejuízo significativo do ano anterior, mas enfrentou uma queda em seu Ebitda ajustado e receita líquida. A Smart Fit passou por mudanças em sua gestão, com renúncias significativas de líderes, enquanto o Banco de Brasília anunciou uma nova diretora jurídica, continuando a reestruturação após a crise do banco Master.

Por fim, o Agibank levantou US$ 276 milhões no seu segundo IPO nos EUA, apesar de um cenário desafiador para fintechs. A empresa cortou o número de ações a serem vendidas e ajustou suas expectativas de preço.

Conclusão

As movimentações do mercado nesta quarta-feira refletem um cenário misto de crescimento e desafios. Enquanto a Inter&Co apresenta resultados robustos e distribuição de dividendos, a Klabin e a Raízen enfrentam dificuldades que podem impactar suas operações futuras. A atenção dos investidores deve permanecer nas estratégias de recuperação e adaptação dessas empresas em um ambiente econômico em constante mudança.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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