No último domingo (16), a polícia da Eslováquia divulgou imagens de uma detonação controlada de uma mina da Segunda Guerra Mundial, encontrada no Rio Danúbio. O artefato foi descoberto durante um período de nível recorde de baixa das águas, o que facilitou sua localização.
O vídeo mostra a equipe policial e o esquadrão antibombas se aproximando da mina, que estava submersa, antes de removê-la com cuidado. Após o transporte para um local seguro em terra firme, a mina foi colocada no solo e coberta com areia, onde foi detonada de forma controlada.
Esse evento ocorreu em um contexto de seca severa na Europa, provocada por uma série de ondas de calor recordes no continente. As temperaturas médias nos dois primeiros meses do verão no oeste europeu atingiram 21,62°C, cerca de 2,79 graus acima da média histórica, superando o recorde anterior de calor estabelecido em 2022, conforme informações do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus.
Além disso, julho deste ano foi registrado como o mês mais quente nos oceanos não polares do planeta, com temperaturas extremas sendo observadas no Atlântico e no Mediterrâneo Ocidental. Esse fenômeno climático é em parte alimentado pelo padrão “Super El Niño”, que está se desenvolvendo no Pacífico.
A Europa enfrenta uma série de desafios devido a essas altas temperaturas, incluindo incêndios florestais devastadores e um impacto significativo nas comunidades costeiras e na vida marinha. Somente neste ano, mais de 25 mil pessoas perderam a vida devido ao calor intenso que afetou a região.
A infraestrutura antiga e a escassez de sistemas de ar-condicionado tornam o continente particularmente vulnerável às consequências do aquecimento global, que avança em um ritmo acelerado na Europa, colocando em evidência a necessidade de ações mais eficazes para lidar com as mudanças climáticas.