Diálogo entre EUA e Ucrânia avança plano para encerramento do conflito

Al Jazeera

Negociações em andamento buscam garantias de segurança confiáveis para a Ucrânia sob proposta apoiada pelos Estados Unidos

Negociações entre EUA e Ucrânia buscam garantir segurança e avançar em proposta para pôr fim à guerra com Rússia.

Negociações entre EUA e Ucrânia buscam garantir segurança e soberania para o país

As conversas entre representantes dos Estados Unidos e da Ucrânia começaram em Florida no domingo, com foco em criar “garantias de segurança confiáveis” para a Ucrânia, dentro de um plano de paz apoiado pelos EUA. Rustem Umerov, chefe do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, lidera a delegação ucraniana, que se reuniu com o enviado especial americano Steve Witkoff e o secretário de Estado Marco Rubio. Rubio enfatizou que o objetivo é criar uma “via” para que a Ucrânia mantenha sua soberania, estabelecendo um caminho claro para o fim do conflito que se arrasta desde 2022.

Revisão do plano de paz inicialmente proposto pelo governo Trump

As negociações recentes seguem uma reunião realizada em Genebra, onde a equipe ucraniana e representantes americanos revisaram o plano inicial de 28 pontos apresentado pelo ex-presidente Donald Trump, que sofreu críticas por parecer favorecer demandas russas, como a cessão total da região de Donbas e restrições militares à Ucrânia. Após a revisão, o plano foi reduzido para 19 pontos, buscando um equilíbrio que respeite os interesses ucranianos e as preocupações internacionais. Apesar de o conteúdo final ainda não ter sido divulgado abertamente, as autoridades destacam que o foco permanece na segurança e soberania da Ucrânia.

Preparativos para encontro entre emissários americanos e Vladimir Putin em Moscou

O enviado especial americano Steve Witkoff deve se encontrar em breve com o presidente russo Vladimir Putin em Moscou, em uma etapa crucial para o avanço do plano de paz. Putin manifestou que o documento norte-americano pode servir de base para futuros acordos, destacando a importância de negociações sobre as regiões da Crimeia e Donbas, atualmente sob controle russo. Jared Kushner, genro do ex-presidente Trump, também participa das discussões e pode estar presente na reunião em Moscou.

Contexto político e desafios internos na Ucrânia diante das negociações

As negociações ocorrem num momento delicado, após o afastamento do chefe de gabinete do presidente ucraniano, Andriy Yermak, envolvido em um escândalo de corrupção. Yermak foi figura chave nas negociações em Genebra. O governo ucraniano, liderado por Volodymyr Zelenskyy, continua defendendo uma abordagem construtiva e coordenada com aliados internacionais, incluindo a Otan. Na sequência, o presidente Zelenskyy tem reunião agendada com o presidente francês Emmanuel Macron em Paris para aprofundar o diálogo.

Continuidade dos combates e ataques russos enquanto negociações avançam

Apesar dos esforços diplomáticos, a ofensiva russa segue ativa, com ataques em regiões próximas a Kyiv causando mortes e cortes de energia elétrica para cerca de 400 mil residências. Um ataque com drone matou uma pessoa e feriu outras 11 na periferia da capital ucraniana. Em contrapartida, a Ucrânia responsabilizou as forças russas por ataques a dois navios-tanque no Mar Negro, envolvidos no transporte de petróleo sancionado. Este cenário reforça a urgência de um acordo que possa finalmente trazer estabilidade e segurança para a região.

Expectativas para os próximos passos na busca por um fim digno ao conflito

As autoridades ucranianas e americanas demonstram otimismo quanto ao progresso das negociações, com declarações sobre a possibilidade de definir os passos necessários para um “fim digno” do conflito nos próximos dias. O equilíbrio entre pressões internas, interesses internacionais e a dinâmica do campo de batalha será decisivo para o desfecho das conversas. Este movimento diplomático sinaliza que, apesar das dificuldades, há esforços concentrados para tentar uma resolução pacífica e sustentável para a Ucrânia.

Fonte: www.aljazeera.com

Fonte: Al Jazeera

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