Na última terça-feira, dia 1º de setembro, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, liberou a campanha de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão. A autorização veio após a suspensão da campanha digital e a participação em eventos de Santos, determinada no domingo, dia 30 de agosto. A suspensão ocorreu devido à identificação de perfis irregulares que divulgavam conteúdos favoráveis ao candidato nas redes sociais.
Com a nova decisão, Renan Santos poderá retomar sua propaganda eleitoral por meio de plataformas digitais, como blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens, previamente registrados no TSE. Além disso, Toffoli mandou que as contas de Renan, que foram retiradas do ar pela Meta e pelo TikTok, voltem a operar normalmente.
A liberação também permite que o candidato participe de eventos eleitorais em diversos meios de comunicação, incluindo rádio, televisão e podcasts. Outro aspecto importante da decisão é a retomada dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), destinado a apoiar financeiramente as atividades eleitorais de Santos.
No entanto, o ministro Dias Toffoli ressaltou que Renan Santos e seu candidato a vice, Aroldo Medina, não informaram ao TSE todos os perfis que utilizam nas redes sociais. Conforme as normas eleitorais, é obrigatório que os candidatos comuniquem à Justiça todos os canais que serão usados durante a campanha. Renan havia declarado apenas um site e um perfil na rede X, o que levou à suspensão dos outros perfis utilizados para a campanha.
Após a suspensão, Renan Santos manifestou seu descontentamento nas redes sociais, trocando sua foto de perfil por uma imagem em preto e branco, onde aparece com os olhos cobertos por uma faixa com a palavra “censurado”. Em adição, ele convocou uma coletiva de imprensa para protestar contra a decisão que havia restringido sua campanha.