A entrevista de imigração nos Estados Unidos é um momento de grande preocupação para muitos brasileiros, que temem não compreender as perguntas dos agentes ou travar na hora de se expressar em inglês. O processo, que se concentra na verificação de informações básicas sobre a viagem, como o motivo da visita, a duração da estadia, a hospedagem e recursos financeiros, pode ser menos estressante se o viajante se preparar adequadamente.
De acordo com Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, a entrevista não exige um vocabulário complexo, mas sim respostas simples e diretas. O especialista enfatiza que conhecer as perguntas frequentes e praticar respostas em inglês pode ajudar a tornar a conversa mais fluida, diminuindo a ansiedade do viajante. O foco deve estar no conteúdo das respostas, em vez de na tradução literal de cada palavra.
Entre as perguntas mais comuns feitas pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), a primeira geralmente é: "What is the purpose of your trip?" (Qual é o motivo da sua viagem?). O agente busca entender se a viagem se destina ao turismo, negócios, estudos ou visita a familiares. Algumas sugestões de resposta incluem: "I’m here for tourism." (Estou aqui a turismo.) ou "I’m here for a business conference." (Vim para uma conferência de negócios.). A dica é utilizar termos claros e diretos, evitando explicações longas.
Outra pergunta frequente é "How long will you stay?" (Quanto tempo você ficará?). Aqui, o viajante deve informar a duração da estadia de forma objetiva. Além disso, é comum que os agentes perguntem "Where will you be staying?" (Onde você ficará hospedado?), exigindo que o viajante mencione o nome do hotel ou local de hospedagem.
O especialista também destaca a importância de estar preparado para perguntas sobre como o viajante planeja se sustentar durante a estadia, como "How will you support yourself during your stay?" (Como você irá se sustentar durante a sua estadia?). Respostas como "I have savings" (Eu tenho economias) ou "I will be using a credit card" (Vou usar um cartão de crédito) são adequadas.
Reginaldo Kaeneêne observa que a habilidade de se comunicar em inglês é cada vez mais essencial para quem viaja internacionalmente. Falar inglês deixa de ser um diferencial e passa a ser uma condição básica de autonomia. A capacidade de se expressar em situações cotidianas, como na imigração, no transporte ou diante de imprevistos, transforma a experiência de viagem, proporcionando mais independência e tranquilidade para o viajante.