Laura Fernández elegeu-se em meio a crescente preocupação com a criminalidade no país.
Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica com foco em segurança pública, em um cenário de crescente criminalidade.
A eleição de Laura Fernández como presidente da Costa Rica representa um momento decisivo para o país, especialmente em um contexto de aumento da criminalidade que tem preocupado a população. Com 48,7% dos votos, a ex-chefe de gabinete do presidente Rodrigo Chaves não só trouxe uma nova liderança, mas também uma promessa de continuidade em políticas que visam combater a violência crescente. A segurança pública foi, sem dúvida, o tema central das eleições, com cerca de 40% dos eleitores mencionando a criminalidade como o maior problema enfrentado pelo país.
Contexto da Criminalidade na Costa Rica
A Costa Rica tem visto um aumento alarmante nos índices de violência nos últimos anos. As estatísticas mostram que, em 2025, o país registrou 16,7 homicídios a cada 100 mil habitantes, totalizando 873 assassinatos, quase igualando o recorde histórico de 905 mortes violentas em 2023. Esse crescimento é atribuído, em parte, a mudanças nas rotas do narcotráfico internacional, que transformaram o país em um ponto de armazenamento de cocaína antes da distribuição para o mercado norte-americano e europeu. Em comparação a quatro anos atrás, quando a questão da criminalidade era citada apenas por 4% dos eleitores, a mudança na percepção é notável e reflete a urgência do problema.
A Disputa Eleitoral e os Desafios à Frente
Laura Fernández superou uma concorrência fragmentada, onde 20 candidatos disputaram a presidência, mas apenas ela conseguiu consolidar uma mensagem clara sobre segurança e continuidade dos esforços do governo anterior. Seu principal adversário, Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional, obteve 33,18% dos votos, mas não conseguiu se distanciar o suficiente em um cenário onde a fragmentação favoreceu a proposta central de Fernández. Com a eleição, a nova presidente se vê diante do desafio de formar uma base sólida no Legislativo, onde as eleições também estavam em pauta e 57 assentos da Assembleia Legislativa estavam em disputa.
A Agenda de Segurança e Reformas do Novo Governo
Com a determinação de enfrentar o crime organizado, Laura Fernández planeja promover reformas significativas não apenas no âmbito da segurança pública, mas também no contexto legislativo e judiciário. Entre suas propostas, está a intenção de ampliar a capacidade do Executivo de intervir sobre o Judiciário, assim percebendo o Judiciário como um entrave potencial às suas políticas de combate ao crime. A viabilidade dessas mudanças dependerá de sua habilidade em formar uma maioria parlamentar e navegar no ambiente institucional nos próximos meses.
Conclusão
A eleição de Laura Fernández marca um novo capítulo na política da Costa Rica, evidenciando uma mudança de foco para a segurança pública em um cenário de crescente violência. Com a população cada vez mais preocupada com a criminalidade, o sucesso de suas iniciativas dependerá não apenas de sua liderança, mas também da capacidade de unir forças no Legislativo e implementar reformas eficazes. A comunidade internacional também observa atentamente como essa nova administração lidará com um dos maiores problemas enfrentados pelo país nos últimos anos.
Fonte: www.conexaopolitica.com.br