Direito sem juridiquês: porque entender a lei também é um direito seu!

 

                   

O Direito está em todos os lugares. Ele aparece quando você compra um produto pela internet, assina um contrato de aluguel, matricula um filho na escola, contrata um plano de saúde, faz uma viagem, financia um imóvel, abre uma empresa ou simplesmente enfrenta um problema que nunca imaginou viver.

Mesmo assim, para muitas pessoas, o Direito continua parecendo um universo distante, reservado a advogados, juízes e tribunais. E talvez isso aconteça porque, durante muito tempo, falar sobre Direito significou falar uma linguagem que poucas pessoas conseguem compreender. Expressões técnicas, termos em latim, procedimentos complexos e palavras que fazem sentido dentro dos fóruns e escritórios acabam criando uma barreira justamente para quem mais precisa da informação. Mas a verdade é que conhecer os próprios direitos não deveria depender de um dicionário jurídico. A lei foi criada para proteger as pessoas. E aquilo que foi criado para todos precisa ser compreendido por todos.

Ao longo da minha trajetória como advogada, percebi que muitas pessoas não chegam ao escritório apenas com dúvidas jurídicas, elas chegam inseguras, confusas, com medo de tomar uma decisão errada porque não entendem o que está acontecendo.

Quantas vezes alguém ouviu que “não havia mais o que fazer”, sem saber se aquilo era realmente verdade? Quantas pessoas desistiram de buscar um direito porque acreditaram que um “não” era definitivo? Quantos consumidores aceitaram cobranças indevidas, quantos pacientes tiveram tratamentos negados, quantas famílias deixaram de procurar orientação simplesmente porque acreditavam que a Justiça era inacessível? Em muitos casos, o maior obstáculo não é a falta de um direito, é a falta de informação, a informação clara transforma decisões. E foi justamente dessa percepção que nasceu esta coluna.

Meu nome é Jaqueline Pavloski Barbosa Tosin, sou advogada e, a partir de hoje, estarei aqui semanalmente com um compromisso muito simples, mas extremamente importante: aproximar o Direito da vida das pessoas. Este não será um espaço para reproduzir artigos de lei ou discutir teorias jurídicas que pertencem ao ambiente acadêmico. Será um espaço para traduzir, traduzir decisões judiciais, explicar situações do cotidiano, esclarecer dúvidas frequentes e mostrar que o Direito está muito mais próximo da nossa rotina do que imaginamos.

Vamos falar sobre relações de consumo, contratos, planos de saúde, educação, indenizações, viagens, bancos, compras pela internet, responsabilidade civil e tantos outros assuntos que fazem parte da vida de qualquer cidadão. Sempre com uma linguagem clara, objetiva e acessível, porque entender um direito nunca deveria ser um privilégio de quem estudou Direito.

Meu objetivo não é incentivar processos judiciais, pelo contrário, é fazer com que você saiba identificar quando um problema pode ser resolvido por uma conversa, quando vale a pena buscar orientação e quando realmente existe uma violação que merece ser combatida. Conhecimento gera autonomia, e autonomia permite que as pessoas façam escolhas melhores, assinem contratos com mais segurança, reconheçam abusos antes que eles causem prejuízos e exerçam seus direitos com consciência.

Se, ao final de cada segunda-feira, você terminar esta leitura entendendo um pouco mais sobre o Direito do que entendia antes de começar, esta coluna já terá cumprido a sua missão. Porque, no fim das contas, o Direito não deveria ser complicado, ele deveria ser compreendido e entender a lei também é um direito seu.

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