Kleber Mendonça Filho detalha financiamento do filme O Agente Secreto e desmente uso da Lei Rouanet, destacando apoio do Fundo Setorial do Audiovisual
Kleber Mendonça Filho esclarece que O Agente Secreto não foi financiado pela Lei Rouanet, recebendo recursos do Fundo Setorial do Audiovisual.
Kleber Mendonça Filho detalha financiamento e nega uso da Lei Rouanet em O Agente Secreto
No dia 18 de janeiro de 2026, Kleber Mendonça Filho, diretor do filme O Agente Secreto, fez um pronunciamento importante esclarecendo o financiamento da obra e negando o uso da Lei Rouanet. O cineasta destacou que o longa não recebeu apoio pela legislação de incentivo fiscal, apesar das recentes controvérsias envolvendo o tema. Ele também mencionou interesse em utilizar a Lei Rouanet em futuros projetos, indicando uma visão estratégica de financiamento para o cinema nacional.
Entendendo a Lei Rouanet e seu alcance no cinema brasileiro
A Lei Rouanet é um dos principais mecanismos de incentivo cultural no Brasil, porém, segundo a legislação vigente, seu uso é restrito e não contempla o financiamento de longas-metragens. Essa limitação técnica impede que produções como O Agente Secreto sejam financiadas por essa via, apesar da percepção comum de que a Lei Rouanet é fonte ampla para projetos culturais. Essa restrição reforça a importância da diversificação das fontes de financiamento para o setor audiovisual.
Fundo Setorial do Audiovisual: principal fonte para O Agente Secreto
O filme O Agente Secreto recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Ancine, por meio da Chamada Pública Produção Cinema via Distribuidora 2023, aprovada em fevereiro de 2024. O FSA é um fundo específico para o estímulo à produção cinematográfica no Brasil, que oferece recursos para desenvolvimento, produção e distribuição, fortalecendo projetos nacionais e promovendo a diversidade cultural no setor.
Orçamento total e participação de investidores nacionais e internacionais
Com orçamento total de R$ 27.165.775, O Agente Secreto contou com cerca de R$ 5,5 milhões provenientes do setor privado brasileiro. Além disso, o longa recebeu aproximadamente R$ 14 milhões em incentivos internacionais, oriundos da França, Alemanha e Holanda. Essa combinação de recursos demonstra a complexidade e a integração do financiamento cultural entre diferentes esferas e países, refletindo um modelo híbrido de captação.
Impacto da transparência no financiamento público do cinema brasileiro
A manifestação pública de Kleber Mendonça Filho contribui para maior transparência na discussão sobre o financiamento do cinema nacional. Ao esclarecer que não utilizou recursos da Lei Rouanet, o diretor reforça a necessidade de compreender as distintas fontes e mecanismos disponíveis para artistas e produtores. Essa clareza é fundamental para o debate público e para a construção de políticas culturais mais eficazes e alinhadas com as realidades do setor audiovisual.
Perspectivas futuras do uso da Lei Rouanet em projetos de cinema
Apesar de não ter utilizado a Lei Rouanet em O Agente Secreto, Kleber Mendonça Filho expressou interesse em aproveitar essa legislação em seus próximos projetos. Esse posicionamento sinaliza uma possível ampliação do uso da lei para diferentes formatos e iniciativas culturais, o que pode impactar positivamente a produção audiovisual brasileira, ampliando as oportunidades de financiamento e fomentando a diversidade artística no país.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida de Kleber Mendonça Filho no palco da 83ª edição anual do Globo de Ouro
