Disputa interna entre aliados de Flávio Bolsonaro para escolha de vice na pré-campanha

Foto: 1 de 1 Tereza Cristina, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema — Foto: Geraldo Mage

A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta uma disputa significativa em relação à escolha do candidato a vice. Essa divisão expõe claramente as divergências dentro da direita, com o Centrão apoiando a senadora Tereza Cristina, do PP, enquanto aliados mais próximos de Flávio resistem a essa indicação.

Os aliados do “núcleo duro” de Flávio acreditam que o vice deve ser uma escolha que demonstre lealdade direta ao projeto do filho de Jair Bolsonaro, evitando vínculos com grupos políticos fortes. Eles comparam a situação com a escolha de José Alencar por Lula (PT) em 2002, buscando um vice que traga estabilidade à candidatura.

Entre os nomes cogitados, Romeu Zema, do partido Novo, surge como uma opção para a vice, visto que ele deixou o governo de Minas Gerais para concorrer à presidência. Apesar de sua pré-candidatura, aliados de Flávio enxergam Zema como uma solução mais simples, uma vez que ele não possui um bloco político semelhante ao Centrão.

A resistência ao nome de Tereza Cristina se deve, em parte, à sua proximidade com o Centrão e a um episódio que gerou desconforto entre os bolsonaristas. Aliados relatam que Eduardo Bolsonaro ficou insatisfeito com a participação da senadora em uma comitiva que tratou de tarifas nos Estados Unidos. A discussão sobre o vice se concentra em questões pragmáticas, como tempo de TV e apoio político, sendo que o peso eleitoral de Minas Gerais, representado por Zema, é um fator a ser considerado.

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