Dados econômicos e tensões geopolíticas influenciam o mercado cambial
Dólar fecha a R$ 5,36, com queda de 1,10% na semana, influenciado por dados do IPCA e tensões internacionais.
O dólar encerrou a semana em 9 de janeiro de 2026, cotado a R$ 5,3658, apresentando uma queda de 1,10% ao longo dos últimos dias. Este movimento se deu em um contexto de dados econômicos relevantes e tensões geopolíticas que impactaram o mercado financeiro.
Impacto da inflação no mercado cambial
Os investidores reagiram a dados recentes sobre a inflação, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subindo 0,33% em dezembro de 2025. Apesar da aceleração, o índice fechou o ano dentro da meta estipulada pelo Banco Central, que é de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual. A inflação acumulada em 12 meses foi de 4,26%, a menor desde 2018. Essa situação, embora traga algum alívio, não altera as expectativas do mercado sobre a trajetória da taxa Selic.
Expectativas em relação à Selic
A expectativa é que haja um afrouxamento monetário a partir de março, embora o cenário permaneça desafiador. O economista Heliezer Jacob, do C6 Bank, destaca que o aumento nos preços de serviços, que subiram 6% em 2025, indica um mercado de trabalho aquecido, dificultando o controle da inflação nos próximos meses.
Dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o relatório de empregos, conhecido como payroll, revelou a criação de apenas 50 mil vagas em dezembro, um número abaixo do esperado. Essa situação adiou as apostas de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve para junho. A combinação do payroll abaixo da expectativa e a inflação dentro do consenso possibilitou um dólar mais fraco ao longo do dia.
Acordo Mercosul e União Europeia
O acordo entre a União Europeia e o Mercosul, após 25 anos de negociações, também gerou atenção no mercado. A assinatura do acordo, prevista para o dia 17 de janeiro no Paraguai, é vista como um marco na criação da maior zona de livre comércio do mundo. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, acredita que isso fortalecerá o comércio e ampliará o potencial de investimentos.
Valorização das commodities
Além disso, a valorização das commodities, especialmente do petróleo, impactou o dólar. O contrato de petróleo Brent para março teve uma alta de 2,28%, atingindo US$ 63,34 o barril, influenciado por tensões geopolíticas. Essas variações no mercado global também contribuem para a flutuação da moeda brasileira.
Cenário político e econômico
No cenário político, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem defendido um aumento significativo nos gastos militares e enfatizou a importância da Groenlândia para os Estados Unidos. Enquanto isso, ele também anunciou a suspensão de ataques planejados à Venezuela, destacando a colaboração entre os dois países.
Em suma, o dólar encerrou a semana a R$ 5,36, refletindo um conjunto de fatores econômicos e políticos que influenciam a cotação da moeda. O cenário permanece volátil, e as atenções estão voltadas para os próximos passos do Banco Central e as repercussões do acordo Mercosul-União Europeia.
Fonte: www.moneytimes.com.br
