Expectativa de afrouxamento monetário no Brasil traz cautela ao mercado.
Dólar encerra sessão a R$ 5,20, enquanto o Fed mantém juros inalterados, sinalizando incertezas na economia dos EUA.
O dólar encerrou a “Super Quarta” em leve alta, cotado a R$ 5,2066, após ter apresentado momentos de queda. Este é o menor valor desde maio de 2024. A sessão foi marcada por um movimento no exterior, onde o DXY, que compara o dólar a outras moedas, apresentou um aumento de 0,32%, refletindo tensões e ajustes no cenário econômico global.
A política monetária e suas implicações
A decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano teve um papel crucial na performance do dólar. Esta decisão, embora aguardada, não foi unânime, com dois diretores do Fed votando a favor de um corte de 0,25 ponto percentual. A divisão na diretoria do Fed reflete a crescente preocupação com a inflação, que se mantém acima da meta de 2%. Os sinais mistos da economia norte-americana, que incluem expansão de atividades econômicas e uma taxa de desemprego estável em 4,4%, criam um ambiente de incerteza.
Expectativas para o Copom e o futuro da Selic
No Brasil, o mercado aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, que deve se manter em 15% ao ano. Contudo, há expectativas de que possa haver um afrouxamento monetário em março, especialmente se os dados de emprego e inflação seguirem a tendência atual. O economista André Valério, do Inter, sugere que a próxima reunião do Fed poderá também trazer cortes, dependendo do desempenho do mercado de trabalho americano.
O impacto no mercado brasileiro
A interação entre a política monetária dos EUA e a situação econômica do Brasil torna-se cada vez mais relevante. O dólar estabelecido em R$ 5,20 reflete tanto a força do real quanto a confiança dos investidores sobre as decisões que virão do Copom. O futuro parece incerto, mas as movimentações atuais podem sinalizar novas direções para a economia nacional nos próximos meses. A dinâmica do mercado será fortemente influenciada pela escolha do próximo presidente do Fed e suas implicações sobre os juros e a inflação, tanto nos EUA quanto no Brasil.
Fonte: www.moneytimes.com.br