Movimento ocorre em meio a ameaças tarifárias dos EUA e disputa pela Groenlândia
Dólar sobe a R$ 5,38 impulsionado por ameaças tarifárias dos EUA e tensões geopolíticas envolvendo a Groenlândia.
O dólar subiu para R$ 5,3805 nesta terça-feira (20), refletindo a intensificação das tensões geopolíticas e as recentes ameaças tarifárias feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Este movimento marcou uma valorização de 0,31% frente ao real, contrastando com a queda do índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de moedas globais.
A influência das ameaças tarifárias do governo Trump
Trump voltou a anunciar uma série de tarifas adicionais de importação que afetam países europeus, incluindo França, Alemanha, Reino Unido, entre outros. Em especial, destacou-se a ameaça de uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, uma medida que busca pressionar o presidente Emmanuel Macron a aderir ao “Conselho de Paz”, uma iniciativa norte-americana para resolução de conflitos globais.
Além disso, em postagens recentes, Trump declarou que tarifas extras de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro, aumentando para 25% em 1º de junho caso não haja acordo para a compra da Groenlândia pelos EUA. Essas medidas refletem uma estratégia agressiva para fortalecer a posição americana nas negociações internacionais e reafirmar sua política comercial protecionista.
O papel da disputa pela Groenlândia
A controvérsia em torno da Groenlândia serve como pano de fundo para a escalada das tensões tarifárias. Os EUA manifestaram interesse em adquirir a ilha, o que gerou reações negativas de aliados europeus e consequentes represálias econômicas. A imposição de tarifas adicionais é vista como uma tentativa de pressionar os países europeus a aceitarem a negociação.
Impactos no mercado e na economia dos EUA
Durante coletiva sobre o balanço do primeiro ano do segundo mandato, Trump reiterou que as tarifas comerciais são responsáveis por eliminar o déficit comercial dos EUA e que não provocam inflação, criticando a estagflação atribuída ao governo anterior. Também mencionou que a Suprema Corte deverá analisar a legalidade dessas tarifas, e que o governo está preparado para reagir conforme o veredito.
Além do cenário tarifário, Trump comentou sobre um possível investimento massivo de petrolíferas americanas na Venezuela e diálogo com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, sinalizando uma mudança na postura americana em relação ao país sul-americano.
A reação do mercado cambial
O fortalecimento do dólar frente ao real indica uma saída de capital de mercados emergentes, influenciada pela incerteza gerada pelas disputas comerciais e políticas. A disparidade entre a valorização do dólar no Brasil e sua queda em relação a outras moedas globais evidencia a sensibilidade do mercado brasileiro a fatores externos e a percepção de risco geopolítico.
Este cenário exige atenção dos investidores para possíveis impactos nos fluxos financeiros, câmbio e na condução da política econômica no Brasil diante das incertezas internacionais.
Fonte: www.moneytimes.com.br
