Dólar sobe com tensão entre Estados Unidos e Irã e cenário eleitoral no Brasil

Alta do dólar reflete preocupações geopolíticas e avanços nas pesquisas presidenciais brasileiras

O dólar sobe influenciado pela tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã e pelas incertezas do cenário eleitoral brasileiro.

Contexto da alta do dólar diante de tensões geopolíticas e cenário eleitoral

O dólar sobe nesta quarta-feira, 14 de junho, refletindo o aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã, além do impacto do cenário eleitoral brasileiro. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,4008, valorização de 0,46% frente ao real. Esse movimento ocorre apesar da alta sustentada das commodities, fator que normalmente favoreceria moedas emergentes.

A preocupação com uma possível ação militar dos EUA contra o Irã tem sido um ponto central para os investidores. Autoridades americanas começaram a retirar tropas de bases estratégicas no Oriente Médio como medida preventiva, e Teerã alertou que responderá a qualquer ataque contra seus vizinhos que hospedam forças norte-americanas. Esse ambiente geopolítico gera volatilidade nos mercados globais, elevando a busca por ativos considerados refúgio, como o dólar.

Impactos da pesquisa eleitoral brasileira no mercado cambial

No Brasil, o cenário eleitoral exerce influência adicional sobre o câmbio. A pesquisa Genial/Quaest divulgada no mesmo dia indica liderança consolidada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todos os cenários para as eleições presidenciais de 2024, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Esses dados reforçam a percepção dos investidores sobre a estabilidade política e futura condução econômica do país.

Além disso, declarações recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicando que deixará o cargo em janeiro e que seu sucessor deverá assumir imediatamente para tratar do Orçamento e das finanças públicas aumentam as especulações sobre a continuidade das políticas fiscais.

Análise dos dados econômicos dos Estados Unidos e expectativas do Fed

O Federal Reserve divulgou o Livro Bege, indicando crescimento econômico moderado nos Estados Unidos, com o mercado de trabalho estável e perspectivas de expansão leve a modesta para os próximos meses. O índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,2% em novembro, alinhado às expectativas, refletindo pressões moderadas sobre os custos.

Esses indicadores reforçam a expectativa de que o Fed manterá a taxa de juros inalterada na próxima reunião, com possibilidade de cortes graduais a partir de junho. A manutenção da política monetária restritiva, contudo, sustenta o dólar forte no curto prazo.

Medidas restritivas de imigração nos EUA e seus reflexos

A partir de 21 de janeiro, o governo americano suspenderá o processamento de vistos de imigrante para solicitantes de 75 países, incluindo Brasil, Irã e Rússia. A medida não afeta vistos de turismo e trabalho, mas gera impactos para segmentos que dependem de imigração e aumenta a incerteza nas relações internacionais.

Essas restrições somam-se à tensão política, ampliando a volatilidade e a cautela dos investidores internacionais, o que contribui para a valorização do dólar em relação a moedas emergentes.

Perspectivas para o mercado cambial diante dos próximos eventos

O mercado financeiro segue atento aos desdobramentos da tensão Estados Unidos-Irã e à evolução das pesquisas eleitorais brasileiras. A combinação desses fatores pode sustentar a valorização do dólar no curto prazo, especialmente se o cenário geopolítico se agravar ou surgir maior turbulência política no Brasil.

Investidores monitoram ainda as decisões do Federal Reserve e os indicadores econômicos globais para calibrar suas estratégias, avaliando o impacto das políticas monetárias e fiscais sobre a estabilidade cambial. A volatilidade permanece elevada, exigindo atenção constante ao fluxo de informações e eventos globais.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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