O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em um pronunciamento realizado na última sexta-feira (17/7) que as eleições mais recentes na Venezuela foram manipuladas pelos governos de Hugo Chávez, que governou de 1954 a 2013, e de Nicolás Maduro. Trump também insinuou que houve tentativas de interferência nas eleições americanas por parte da China.
As afirmações do ex-presidente se baseiam em documentos da CIA (Agência Central de Inteligência), que indicam supostas irregularidades nos processos eleitorais ocorridos entre 2004 e 2020. Os registros sugerem que a DGCIM (Direção-Geral de Contrainteligência Militar), o Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência) e o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) poderiam ter facilitado a manipulação dos resultados eleitorais.
Em 2012, Chávez, já enfrentando problemas de saúde, teria utilizado mecanismos que possibilitaram a alteração de até 1,5 milhão de votos por meio de máquinas de votação pré-programadas em áreas de forte influência chavista. Naquela eleição, Chávez foi reeleito para um quarto mandato com 55,07% dos votos, totalizando mais de 8,1 milhões, enquanto Henrique Capriles obteve 44,31% (cerca de 6,5 milhões). O período que antecedeu a eleição foi marcado por gastos públicos elevados, estimados em US$ 70 bilhões.
Trump afirmou que “existia um complô específico para favorecer enormemente o corrupto regime da Venezuela”. Além disso, no mesmo discurso, ele acusou a China de ter interferido nas eleições de 2020, quando perdeu para Joe Biden. O ex-presidente classificou essa interferência como “a maior violação de dados eleitorais da história”, alegando que o país asiático obteve de maneira ilícita os registros de 220 milhões de eleitores norte-americanos.
Trump também mencionou que “centenas de milhares de não cidadãos e pessoas falecidas constam como ativos nas listas de eleitores”. Ele ressaltou que, apesar de os EUA estarem se reerguendo, ainda existem desafios a serem enfrentados, afirmando que “nenhum país pode ser correto sem eleições justas”. O ex-presidente indicou que solicitará uma investigação minuciosa ao FBI.
Em resposta às acusações, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou que as alegações de Trump “não têm base factual” e que o governo chinês “não tem interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos”.