Donald Trump indica progresso nas negociações de acordo com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (23) que os negociadores dos EUA e do Irã estão progredindo nas discussões para a finalização de um acordo que busca encerrar a guerra vigente. Em entrevista à CBS News, Trump enfatizou que o pacto final deve impedir que o Irã obtenha armas nucleares e assegurar o tratamento adequado do urânio enriquecido do país.

Trump afirmou que não assinará um acordo a menos que todas as exigências dos EUA sejam atendidas. Durante o mesmo dia, o Irã, os Estados Unidos e o Paquistão informaram que houve avanços nas negociações, que se estendem por quase três meses. O presidente americano mencionou que discutirá o esboço mais recente do acordo com seus assessores neste sábado, e que uma decisão sobre a continuidade ou não da guerra pode ser anunciada no domingo (24).

Desde a declaração de um cessar-fogo há seis semanas, Trump tem navegado entre a diplomacia e a possibilidade de ações militares. O cessar-fogo foi implementado para permitir que as partes envolvidas chegassem a um entendimento sobre o programa nuclear do Irã e sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o fornecimento de petróleo e gás, atualmente sob controle de Teerã.

O presidente avaliou as chances de um acordo como sendo “um sólido 50 a 50”. Ele também indicou que o resultado das negociações pode culminar em um acordo favorável ou levar à decisão dos EUA de realizar ações militares severas contra o Irã.

Além disso, Trump mencionou que a reunião de hoje contará com a participação do enviado especial Steve Witkoff e do assessor Jared Kushner, que irão revisar a resposta mais recente apresentada pelo Irã. O vice-presidente JD Vance também deve estar presente nas discussões. Durante o fim de semana, Trump permanecerá em Washington, após cancelar uma viagem a seu clube de golfe em Nova Jersey.

O presidente também informou que não poderá comparecer ao casamento de seu filho, Donald Trump Jr., devido a “circunstâncias relacionadas ao governo e meu amor pelos Estados Unidos da América”.

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