Na manhã desta segunda-feira (06/07), durante uma coletiva na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que solicitou à FIFA a anulação da expulsão do atacante Folarin Balogun, ocorrida na partida contra a Bósnia. Trump classificou o árbitro brasileiro, Raphael Clauss, que aplicou o cartão vermelho, como "suspeito".
"Vi o lance, e sou alguém que ama esportes… aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração… esse árbitro, que é um tanto suspeito se você analisar o histórico dele. Ele tomou uma decisão inacreditável… ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores. E deu um cartão vermelho para ele. Eu não sabia o que aquilo significava… sim, pedi uma revisão à FIFA", declarou o presidente dos EUA.
Neste fim de semana, a FIFA anunciou que a expulsão de Balogun foi oficialmente anulada. O jogador, que havia recebido o cartão vermelho por uma entrada dura, é o artilheiro da seleção norte-americana na Copa do Mundo, com três gols marcados. Com a decisão, ele poderá participar do confronto contra a Bélgica, programado para hoje às 21h, que será decisivo para a classificação às oitavas de final.
A mudança na punição gerou descontentamento por parte da federação de futebol da Bélgica, que exigiu uma explicação pública da FIFA sobre a anulação da suspensão. A entidade belga ressaltou que o regulamento da FIFA estipula que um jogador que recebe um cartão vermelho deve cumprir uma suspensão automática, independentemente da validade da infração.
Até o momento, a FIFA não forneceu esclarecimentos detalhados sobre a alteração da decisão. Essa situação pode ter repercussões imediatas, pois outras seleções já começaram a buscar a entidade para solicitar a revogação de suspensões automáticas de jogadores ao longo da Copa do Mundo.
A relação entre a FIFA e o presidente dos EUA tem sido alvo de controvérsias durante o torneio. Em dezembro do ano anterior, Gianni Infantino, presidente da FIFA, entregou a Trump um prêmio de paz da entidade, o que gerou críticas da comunidade internacional. Muitos argumentaram que o presidente dos EUA não merecia tal reconhecimento, considerando os conflitos armados e bombardeios que ocorreram durante sua administração, incluindo ações no Irã e na Venezuela.