Dono de academia apaga mensagens sobre produtos químicos de piscina

Investigação aponta possível omissão de informações cruciais.

Delegado investiga possível exclusão de mensagens sobre manejo de produtos químicos.

A investigação em torno da morte da professora Juliana Bassetto, ocorrida durante uma aula de natação em uma academia de São Paulo, está em andamento e revela indícios preocupantes sobre a gestão de segurança no local. O delegado responsável pelo caso apura se o proprietário da academia teria apagado mensagens de WhatsApp que poderiam esclarecer as instruções sobre o uso de produtos químicos na piscina. Essa possível omissão de informações pode dificultar a identificação das práticas adotadas na manutenção da água.

Contexto da Segurança em Academias

O tratamento da água de piscinas em academias é uma questão de saúde pública, e a falta de regulamentação rigorosa pode levar a tragédias. A eficácia dos produtos químicos e a forma como são aplicados dependem de um conhecimento técnico adequado. A legislação brasileira exige que o tratamento de água seja realizado por profissionais qualificados, mas muitas vezes, como no caso da Academia C4 Gym, esse critério não é respeitado. A ausência de um alvará de funcionamento também levantou preocupações adicionais sobre as condições gerais de operação do estabelecimento.

Detalhes da Investigação

A morte de Juliana Bassetto foi registrada no último sábado e levantou a hipótese de que a combinação inadequada de produtos químicos, em um ambiente com ventilação deficiente, pode ter causado a liberação de gases tóxicos. O funcionário encarregado da manutenção da piscina, que não possui formação técnica, estava seguindo orientações repassadas remotamente pelos proprietários. O depoimento deste funcionário, que afirmou estar apenas cumprindo ordens, foi crucial para a investigação.
O delegado também destacou que as mensagens apagadas poderiam conter diretrizes sobre a mistura e aplicação dos produtos, elementos essenciais para entender a dinâmica de segurança da piscina. Além disso, o fato de que o funcionário estava manuseando substâncias perigosas sem supervisão direta levanta questões sérias sobre a gestão de segurança na academia.

Consequências e Responsabilidades

A continuidade da investigação visa esclarecer não apenas a responsabilidade do proprietário da academia, mas também a responsabilidade compartilhada entre os envolvidos na manutenção da piscina. A análise das imagens de segurança e do depoimento do funcionário sugere que a operação interna da piscina poderia ter sido feita de maneira inadequada, aumentando o risco de acidentes.
A situação destaca a necessidade de políticas mais rigorosas para garantir que as práticas de segurança em academias sejam seguidas, visando proteger os usuários das instalações. O inquérito segue em andamento, e os resultados poderão impactar as regulamentações sobre o funcionamento de academias, principalmente em relação ao treinamento de funcionários e à supervisão direta das operações de manutenção de piscinas.

Conclusão

A investigação em curso sobre a morte de Juliana Bassetto não apenas busca responsabilizar os envolvidos, mas também lançar luz sobre a necessidade de uma maior vigilância na gestão de academias em São Paulo. O manuseio inadequado de produtos químicos é um problema sério que precisa ser abordado com urgência para evitar que tragédias semelhantes ocorram no futuro.

Fonte: baccinoticias.com.br

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