Na manhã desta sexta-feira (17), Douglas Ruas (PL) foi eleito e empossado como o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A votação ocorreu sem concorrentes, mesmo após ter sido contestada na Justiça pela oposição em duas ocasiões. O deputado Dr. Deodalto TAMBÉM foi eleito como segundo secretário.
A votação contou com a abstenção de 27 deputados de partidos como PT, PSB, PSD, PC do B, MDB, PDT e PSOL, que afirmaram que irão acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) por conta das irregularidades no processo. A primeira escolha de Ruas para presidir a Alerj aconteceu em 26 de março, mas foi anulada judicialmente.
A presidência da Alerj confere a Ruas a possibilidade de assumir interinamente o governo do estado do Rio de Janeiro, embora uma liminar do STF mantenha o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, à frente do Palácio Guanabara até novas definições sobre a eleição de um novo governante.
A disputa inicial para a presidência envolvia Douglas Ruas e Vitor Junior (PDT), que retirou sua candidatura em protesto contra a decisão judicial que permitiu a votação aberta. A medida levou a uma frente de 25 deputados, de 9 partidos, a não participar da votação.
A oposição questiona a legitimidade do processo, classificando a votação aberta como um jogo de “cartas marcadas”. A avaliação é que o sigilo poderia ter incentivado mudanças de posicionamento entre deputados da base governista sem a pressão da votação secreta.
A cassação do mandato de Rodrigo Bacellar, que anula os votos recebidos por ele nas eleições de 2022, foi decidida em um processo que TAMBÉM afetou outros envolvidos, como Cláudio Castro. O TSE identificou abuso de poder político e econômico nas eleições, o que resultou em um impacto significativo na distribuição das cadeiras na Alerj.