Eduardo Leite defende respeito durante cerimônia com Lula no Rio Grande do Sul

Mauricio Tonetto/Secom Governo do RS

Governador do RS é vaiado em evento com presidente Lula e pede união e respeito entre eleitos pelo mesmo povo

Durante evento com Lula no RS, Eduardo Leite foi vaiado e pediu respeito entre eleitos pelo mesmo povo, ressaltando a importância da união institucional.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), enfrentou vaias durante uma cerimônia realizada em 20 de janeiro de 2026, em Rio Grande (RS), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento marcou o anúncio de um investimento de R$ 2,8 bilhões na indústria naval brasileira, por meio do programa Mar Aberto da Petrobras.

Vaias e pedido de respeito

Leite foi hostilizado enquanto discursava para uma plateia predominantemente composta por trabalhadores do Estaleiro Ecovix e da Petrobras. Em resposta, o governador destacou a importância do respeito e da união entre aqueles que ocupam cargos públicos, mesmo que tenham opiniões políticas diferentes.

Ele afirmou que “a hostilização de quem pensa diferente não leva a lugar nenhum” e ressaltou que “a efetiva união que a gente quer para o nosso país envolve respeito às funções, às pessoas, aos ambientes”. Leite ainda lembrou que o ambiente do evento era institucional, não um comício eleitoral, e que ele e o presidente foram eleitos pela mesma população.

Investimentos e geração de empregos

No evento, foram assinados contratos da Petrobras para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças, que serão operados pela Transpetro. As embarcações serão construídas em estaleiros localizados no Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina, com potencial para gerar mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.

Cobrança por maior atenção federal

Apesar de agradecer o investimento, Eduardo Leite cobrou maior atenção do governo federal para o Rio Grande do Sul, afirmando que a região ainda recebe menos investimentos da União em comparação com outras regiões, como o Nordeste. O governador pediu um reequilíbrio federativo para melhorar as condições de atração de investimentos no estado.

Contexto político

Em maio de 2025, Leite havia confirmado pré-candidatura à Presidência da República, mas sinais indicam que pode optar por disputar uma vaga no Senado ou permanecer no cargo de governador até o fim do mandato. Ele está à frente do Palácio Piratini desde 2019, quando foi eleito pela primeira vez.

A cerimônia e o episódio das vaias reforçam o clima político polarizado, mas também evidenciam o apelo do governador por respeito e diálogo entre diferentes posições políticas para a reconstrução e desenvolvimento do país.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Mauricio Tonetto/Secom Governo do RS

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