Eleição em Honduras será decisiva em meio a crise política e criminal

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Mais de seis milhões de eleitores escolhem novo presidente e autoridades em cenário marcado pelo narcotráfico e instabilidade

Eleições em Honduras neste domingo são cruciais para o futuro do país marcado por narcotráfico, corrupção e fragilidade institucional.

Eleições em Honduras mobilizam mais de seis milhões de eleitores em 30 de novembro

Neste domingo (30/11), as eleições em Honduras ganham destaque no cenário da América Central, com mais de seis milhões de habitantes aptos a escolher o novo presidente, deputados e prefeitos. O país enfrenta uma crise profunda marcada pelo domínio do narcotráfico, corrupção e fragilidade institucional. A eleição presidencial está entre as mais disputadas dos últimos anos, com a candidata da esquerda, Rixi Moncada, tentando reeleger o partido Liberdade e Refundação (Libre), enquanto os tradicionais partidos conservadores Partido Liberal e Partido Nacional apresentam Salvador Nasralla e Nasry Asfura como candidatos. As pesquisas indicam empate técnico entre os três.

Contexto de crise política e segurança reforça a importância das eleições em Honduras

Desde 2022, Honduras está sob estado de emergência permanente, medida adotada para conter a crescente influência das gangues e do tráfico de drogas, que ainda controlam regiões inteiras do país. Apesar das promessas de mudança da presidente Xiomara Castro, o governo viu seu discurso fragilizado após acusações envolvendo seu partido e a família Castro em escândalos relacionados ao narcotráfico. A desconfiança na lisura do pleito eleitoral é grande, com atrasos, suspeitas de fraudes e um órgão eleitoral altamente politizado. A organização do processo é criticada por especialistas, que apontam para a falta de instituições imparciais e capazes de garantir eleições democráticas confiáveis.

Fragilidade institucional e desafios econômicos impactam o ambiente político em Honduras

A percepção de um sistema político saturado, com elites tradicionais e débil estrutura institucional, alimenta um cansaço democrático entre os hondurenhos. A eleição ocorre num país onde dois terços da população vivem abaixo da linha da pobreza, e preocupações como desemprego, saúde e educação se sobrepõem ao debate político, apesar de temas como violência e corrupção serem onipresentes. Os candidatos, figuras conhecidas da cena política, pouco apresentam propostas concretas para os problemas reais da população, o que contribui para o desencanto popular.

Influência dos Estados Unidos e repercussões internacionais nas eleições hondurenhas

A relação com os Estados Unidos é fator relevante no pleito. O país mantém forte integração econômica com Honduras, onde as remessas de migrantes representam quase um quarto do PIB nacional. Recentemente, a decisão do ex-presidente Trump de deportar hondurenhos e a ameaça de fechar bases militares norte-americanas pelo governo atual acirraram as tensões. Declarando apoio ao candidato Nasry Asfura, Trump reforçou a dinâmica internacional que se reflete na disputa eleitoral, influenciando o cenário político local.

Possibilidade de crise pós-eleitoral depende do resultado e reação das forças armadas em Honduras

A aceitação dos resultados eleitorais é a principal incógnita desta disputa. Eleições anteriores já geraram confrontos violentos, e a possibilidade de impugnações e acusações de fraude permanece alta. Especialistas indicam que um resultado claro e inequívoco pode evitar crises, enquanto um placar apertado tende a reabrir embates políticos e sociais intensos. A resposta das forças armadas e dos grupos empresariais – atores centrais e influentes na política hondurenha – será decisiva para manter a estabilidade ou desencadear conflitos após a divulgação dos resultados.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida mostra eleições em Honduras – Metrópoles

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