As eleições de domingo (4) trouxeram reveses significativos para alguns dos nomes mais influentes da política nacional. Renan Calheiros (MDB), Ciro Nogueira (PP) e Gleisi Hoffmann (PT) foram derrotados em suas tentativas de conquistar vagas no Senado. Os resultados evidenciaram a limitação da influência política em nível nacional sobre as disputas estaduais, ao mesmo tempo em que fortaleceram o Partido Liberal, que obteve 19 das 54 cadeiras em disputa, superando todas as demais legendas.
Entre as derrotas mais notáveis, destaca-se a de Renan Calheiros em Alagoas. Após quatro mandatos consecutivos, ele não conseguiu se reeleger e deixará o Senado em 2027, encerrando uma trajetória de 32 anos na Casa. As vagas foram conquistadas por Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB). A família Calheiros sofreu ainda outra derrota, com Renan Filho (MDB) não conseguindo vencer a disputa pelo governo, que ficou com JHC.
No Piauí, Ciro Nogueira (PP), que é presidente nacional do Progressistas e um dos principais nomes do centrão, também não obteve sucesso em sua tentativa de renovar o mandato. Ele foi superado por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), o que se deu em meio a sua implicação em um caso de grande repercussão, o caso Master.
Em Santa Catarina, Esperidião Amin (PP), que possui uma longa trajetória na política estadual, também não conseguiu uma vaga no Senado. Amin, que já foi governador e prefeito de Florianópolis, viu a vitória de Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL. Essa mudança sinaliza um novo panorama nas forças políticas da direita, com a derrota de uma figura conservadora tradicional em favor de candidaturas vinculadas ao bolsonarismo.
Gleisi Hoffmann, uma das principais lideranças do PT, não conseguiu retornar ao Senado pelo Paraná, ocupando a quarta posição na disputa que foi vencida por Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). Gleisi, que foi a primeira mulher eleita senadora pelo estado em 2010, já presidiu o partido e ocupou cargos importantes no governo de Dilma Rousseff.
A perda de espaço do campo governista se estendeu a Randolfe Rodrigues (PT), que não conseguiu conquistar um terceiro mandato como senador pelo Amapá, com as cadeiras sendo ocupadas por Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD). O Amapá também foi palco de uma derrota significativa para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), cujo aliado Clécio Luís (União Brasil) não conseguiu se reeleger ao governo, perdendo para Dr. Furlan (PSD).